domingo, 25 de março de 2012

Novo gás


Não, não é campanha de companhia de distribuição de gás doméstico...rs Eu é que estou com novo gás, com mais energia, ao menos "mais" em comparação aos últimos dias. Depois que completei 28, depois de algumas consultas médicas, depois de constatado excesso de colesterol ruim no meu organismo, depois de um silêncio glacial que agora acho que já comrpeendo, depois de uns dias com a garganta inflamada e uma quase gripe, eu tive um domingo de paz interior. Fiz o que tinha pra fazer, procurei mais coisas pra fazer. Descansei, trabalhei, me diverti. Tranquilamente. Animadamente. Saudavelmente. Que bom!

No momento, nem me interessa pensar ou saber se isso vai durar muito ou pouco tempo. O que me importa agora é que hoje estou bem comigo mesma.


Imagem copiada daqui.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Inside Job



Por trás desse sorriso tudo está:
Todas as minhas esperanças, raiva, orgulho e vergonha

Faço um pacto comigo, não fechar as portas do passado
Apenas por hoje... Eu estou livre

Eu não perderei minha fé
É um trabalho interno hoje

Eu conheço essa coisa bem...

Eu costumava tentar e matar amor, isso foi o maior pecado
Respirando insegurança

Procurando esperança, estou aprendendo o caminho pra correr em linha reta
Buscando o melhor caminho para toda... luz humana

Como eu escolho me sentir... É como eu sou.
Como eu escolho me sentir... É como eu sou.

Eu não perderei minha fé
É um trabalho interno hoje

Aguentando, a luz da noite
Sobre meus joelhos para levantar e reparar minha alma quebrada

De novo.

Deixe-me correr na chuva
Para ser uma luz humana novamente.

Deixe-me correr na chuva
Para brilhar uma luz humana hoje

A vida vem de dentro de seu coração e desejo.
A vida vem de dentro do meu coração e desejo.
A vida vem de dentro de seu coração e desejo.


Composição: Eddie Vedder/Mike McCready

. vinte e oito .

eu não gostaria de ficar aqui fazendo contabilidade sobre o que vivi e não vivi ao longo desse período de tempo que tenho passado aqui neste mundo. mas nesses momentos acaba sendo meio inevitável, ainda mais quando se percebe que se está chegando aos trinta e tão pouco se viveu. o que eu poderia dizer? na verdade eu não posso reclamar da vida que tenho. nesses vinte e oito anos eu até que vivi muitas coisas, mas bem menos do que gostaria. e muito do que não vivi se deveu ao medo, à insegurança, e agora eu vejo que muitas coisas que eu não vivi por medo, hoje me fazem falta. não posso negar que me sinto arrependida de algumas coisas que não fiz, o que a maioria das pessoas deve concordar, que é pior arrepender-se do que não se fez do que arrepender-se do que se fez. ah... vinte e oito anos é tempo pra caramba, mas na verdade não sinto como se tivesse vivido todo esse tempo. principalmente depois dos vinte, parece que o tempo passou incrivelmente rápido e... bom, eu já falei disso por aqui. e por mais que eu tenha me dito tantas vezes que ia tentar mudar, fazer as coisas caminharem de um jeito diferente, eu simplesmente me mantive na mesma, só o que tem mudado é meu estado de espírito, mas minhas ações, não mudaram praticamente em nada, permaneço na maré calma de sempre, sem ventos fortes, sem tempestades, sem turbulências. isso é chato. cansa, mas é seguro. é previsível. o fato é que agora, com vinte e oito, talvez eu esteja começando a andar em marcha a ré, com vontade de fazer agora o que não fiz antes. é claro que eu sei que não se volta ao tempo, que não faz sentido. e sei também que não importa o quanto eu me prometa, eu acho que nunca vou mudar de verdade. talvez só na intenção, ou por um detalhe ou outro. mas na essência eu permaneço a mesma de sempre. a mesma.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Adeus ao meu mini dicionário


Faz uns dez dias que joguei fora meu mini dicionário Aurélio, que eu tinha e usava desde a quinta série. Ele estava bem surrado, já tinha até se partido ao meio, mas eu ainda o usava. Eu o deixava sempre ao lado do computador, porque vira e mexe vinha aquela dúvida... "hummm essa é com sc ou não?", "essa tem acento?"...

Mas depois da reforma ortográfica, os acentos que mudaram, os hífens que sumiram, as palavras que se juntaram, etc, etc, etc... ele já estava um pouquinho fora de contexto e eu decidi me desfazer.

Mas agora sinto falta dele.

Aurelinho (era assim que eu o chamava), descanse em paz e tomara que suas folhas, que foram brancas e já estavam encardidas pelo uso, sejam bem tratadas junto aos demais resíduos de papel que agora jazem em algum depósito da região. Você será substituído por outro, talvez um Houaiss, ou outro, mas será sempre lembrado como meu eterno e querido Pai dos Burros.

Offspring - All I Want



Dia após dia
Sua vida inteira é uma ruina
E os poderes que existem estão entalados em seu pescoço

Você não tem nenhum respeito
Você não tem nenhum alívio
Você tem que falar firme e gritar pela sua paz


Então recue com suas regras
recue com suas tolices
Por que estou cansado de não viver
Apenas ficar vivo
Me deixe em paz
Eu não estou pedindo muito
Eu não quero ser controlado

É tudo que eu quero

Quanto tempo isso vai levar
Até que alguem ao seu redor escute o que diz
Você tenta ser legal
Você se sente como uma mentira
Você tem jogado pelas regras
Agora é a vez deles tentarem

Então recue com suas regras
recue com suas tolices
Por que estou cansado de não viver
Apenas ficar vivo
Me deixe em paz
Eu não estou pedindo muito
Eu não quero ser controlado
É tudo que eu quero
É tudo que eu quero

Eu já disse isso antes
Eu vou dizer de novo
Se você apenas escutasse
Provalvelmente faria sentido

Então recue com suas regras
recue com suas tolices
Por que estou cansado de não viver
Apenas ficar vivo
Me deixe em paz
Eu não estou pedindo muito
Eu não quero ser controlado
É tudo que eu quero
É tudo que eu quero
É tudo que eu quero

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tudo Novo de Novo...?

Mais um ano letivo começou nessa segunda feira. Tudo novo de novo. E também um pouco mais do mesmo... Muda o ano, a gente espera que as coisas sejam diferentes e a gente se esforça pra isso. Só que eu não sei de onde tem vindo (acho que sei sim) um certo desânimo. Acho que sei de onde vem, deve ser pela sensação de impotência, por saber que não dá pra fazer tudo que a gente gostaria, por mais que a gente queira, por mais que tentemos, simplesmente porque só podemos fazer até onde depende da gente, quando passa a depender do outro, já fica mais complicado...

Eu sei que tem alguma coisa bem forte que me fez entrar na Educação. Eu nem sei explicar direito o que é, mas tem a ver com uma vontade de fazer parte, de participar, de poder fazer trocas, de tentar melhorar o país, o mundo, de ajudar na formação das crianças, pra ajudá-las a enxergar o mundo de outras maneiras... Talvez pareça pretensioso, mas se não for assim, pra que é que a gente está lá afinal? Acho que muitos professores também devem pensar assim, ou pensaram algum dia...

Eu sempre me falei que a partir do momento em que eu deixasse de acreditar na possibilidade de que isso tudo aconteça, eu desistiria, faria outra coisa da vida... Eu temo que esse momento esteja perto. Mas não tenho certeza.

É que eu estou vivendo um tempo de total descrença, e de um certo desânimo. Mas sinto que ainda é cedo pra desistir, eu sei que devo tentar mais, tentar de outras formas. Vou continuar tentando. O problema é essa sensação pesada de que existe algo muito maior jogando contra e que tentar vencer isso é desperdício de energia e que não vale a pena, que é impossível vencer essa força que joga contra.

"O sistema" é assim, "o sistema" não permite, "o sistema" estabelece. Essa entidade sistema joga contra. E ao mesmo tempo eu também estou dentro dele, faço parte dele. Mesmo não querendo, faço parte disso. Por mais que a gente dentro da escola saiba que existem um monte de questões que envolvem a dificuldade de aprender, a indisciplina, a violência, várias demandas, por mais que se tente compreender e até resolver na medida do possível, não conseguimos! Não conseguimos abraçar tudo, porque simplesmente é muita coisa com a qual temos de lidar, mas que infelizmente não é possível. E algumas perguntas para as quais ainda não consegui encontrar respostas satisfatórias: qual é de fato o papel da Escola? O que compete à Escola? Até onde a Escola deve atuar na formação dos alunos? Qual o limite entre ações escolares e ações familiares? Refletir sobre tudo isso é um exercício permanente, mas que não deveria estar restrito só à comunidade escolar. Toda a sociedade devia começar a se movimentar, pra tentar responder essas questões, pra definir o que espera da Escola, que Escola quer, penso eu...

Eu comentei no blog da Mari Migliacci sobre o nosso sistema público e ali demonstrei um pouco da minha triste desesperança, apesar de ainda manter o sonho, o desejo de que as coisas melhorem. Depois que postei meu comentário fiquei pensando muito... Será que é minha hora de sair, de desistir? Será que a gente consegue mudar algo que é tão poderoso, tão grande, tão engessado?

Ao mesmo tempo, penso: se eu saio, vou estar desistindo... se eu continuo, posso tentar fazer parte do processo que pode levar a uma mudança boa e possível, mas lenta... ao mesmo tempo, se continuo, posso apenas continuar me frustrando...

Ser professora é algo que eu queria há muito tempo. Eu gosto e respeito este ofício. Mas a Escola está insustentável. A Escola continua a mesma num mundo que há muito não é mais o mesmo, onde as pessoas não são mais as mesmas, nem as necessidades são mais as mesmas.

Sinceramente eu não sei o que vai ser. Mas por enquanto eu continuo tentando.


Daí tava aqui ouvindo Paulinho Moska e foi desta música que veio o título da postagem.



"Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel

Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser

Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou


E vamos terminar
Inventando uma nova canção

Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos"


Gosto dessa música, gosto da letra também. Embora algumas pessoas discordem, ela me passa um certo otimismo, do qual eu estou precisando muito.

E esse otimismo começa a me chamar de novo, porque afinal de contas, começo a lembrar do quanto é bom estar em contato com os alunos, apesar de ao mesmo tempo haver algumas situações difíceis (dadas pelo contexto no qual a Escola se encontra). Ser professor é, afinal, ser otimista...

PS: Essa postagem não pretende ser um texto sério, para reflexão, mas tão somente um desabafo, carregado de incertezas, de oscilações, até pequenas contradições... ora mostra pessimismo, ora mostra esperança... A música talvez nem tenha nada a ver com nada, mas como eu a estava ouvindo enquanto escrevia, senti vontade de compartilhar. Enfim, isto são só rabiscos, pensamentos que passam pela cabeça de uma professora em começo de carreira, que frequentemente se vê perdida em meio ao complexo e, ao mesmo tempo, encantador e assustador mundo da Educação.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Questiúnculas

Sustentar um blog sobre um bando de questões pessoais, parece algo ridículo... no entanto tenho feito isso há tempos, e apesar da vergonha que me dá vez ou outra, continuo fazendo.

Talvez porque publicar no blog seja uma forma que encontrei de lidar com as coisas que sinto, já que dificilmente me ponho a conversar sobre isso com alguém.

Eu adoraria ter condições de ter um blog com temática mais útil, mais externa a mim mesma, talvez um blog com discussões sobre textos filosóficos, ou políticos, ou com notícias, ou com ideias, enfim, qualquer coisa que estivesse fora da órbita do meu umbigo. Mas a internet é livre, o blog é gratuito, e se eu sentir vontade de publicar coisas que escrevo sobre o que eu sinto, vou fazer isso. Para os desinteressados, basta fechar a página.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

2011, tchau... Olá, 2012!

Já lá se vão dez dias do ano novo e agora me ponho a refletir um pouco sobre 2011... Foi pra mim um bom ano, no qual muitas coisas começaram a acontecer na minha vida. Eu que nunca fui de fazer listas de objetivos para o ano, tinha feito uma para 2011 e consegui alcançar alguns. Isso me deixou bastante satisfeita.

Só que para 2012 eu não quero fazer listas, nem de objetivos, nem de promessas... Eu só quero tentar viver de um jeito mais leve. Eu comecei 2011 bem triste, mas ao longo dos meses as coisas foram aos poucos se acertando, melhorando e eu fui aprendendo muitas coisas, dentre as quais, me respeitar mais, me ouvir mais, me conhecer mais, me aceitar mais. E uma das coisas que comecei a aprender em 2011 foi isso, aprendi a esperar um pouco menos da vida, e percebi que quanto menos a gente espera, menos nos decepcionamos. Isso pode soar pessimista, mas foi a conclusão a que eu cheguei por mim mesma, a partir dos acontecimentos da vida.

Hoje eu me sinto mais serena, mais capaz, mais normal, mais apta, tanto quanto qualquer outra pessoa. Aprendi a olhar pra mim como eu sou, sem ficar me imaginando do jeito como eu gostaria de ser.


Estou aos poucos amadurecendo, evoluindo. E a partir do momento que eu deixei de ficar criando muitas expectativas, pouco a pouco, coisas muito boas foram acontecendo na minha vida, e o que eu posso dizer é que neste momento eu estou vivendo um momento de felicidade. Estou contente com a minha vida.


Mas isso não significa que eu não espere ou não queira mais nada. Eu continuo alimentando meus sonhos, continuo viajando para o meu mundinho paralelo (como pisciana que sou...), mas agora eu sei que isso são momentos e que é na realidade, no agora, no hoje é que eu preciso estar e viver pra poder conseguir chegar a alcançar o que eu quero e desejo.

Pra esse ano que tá começando eu só espero continuar me sentindo bem, cotinuar crescendo, expandindo horizontes. Quero estudar mais, me dedicar ao trabalho, ao lazer também!, aos amigos, quero enfim continuar a viver tranquila e serenamente.

Quero que 2012 seja doce e feliz. Para todos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Sobre ser virtual...


Eu nem sei explicar direito o porquê, mas de uns tempos pra cá minha relação com o computador se tornou distante, esporádica... Eu que por muito tempo passei tardes inteiras coladas à tela com os dedos mastigando as teclas em programas de conversas à distância e olhando fotos e descobrindo fatos das vidas alheias, não me sinto mais com vontade de participar dessas redes sociais virtuais. Já me perguntei muito sobre isso, já tentei me fazer entender que hoje em dia é isso que tem permitido as pessoas se manterem em contato, já que parece que o tempo tem passado mais depressa do que antes... já que parece que tá difícil demais das pessoas se encontrarem em carne e osso.

Mas o fato é que eu já não tenho tido mais paciência para participar da vida virtual, essa vida tão pulsante que acontece sem parar e que a cada segundo me atualiza sobre milhões de novas informações, atualizações, acontecimentos. Eu me sinto completamente afogada em tanta informação. E é isso mesmo, às vezes me sinto sufocada. Me sinto meio que na obrigação de estar ali também, atualizando todo mundo sobre tudo o que passa pela minha cabeça, tudo que acontece ao meu redor, sobre tudo o que eu faço... Mas eu não tenho vontade de fazer isso.

Eu tenho dois blogs, e faço parte de duas redes sociais. Porém há meses não atualizo aqueles e pouco participo destas. Depois de conversar com a minha terapeuta, cheguei à uma conclusão muito simples: estou ficando chata pra caramba. Afinal, por que tentar evitar algo que já há tanto tempo faz parte da vida de "todo mundo"? Não sei bem, mas tem a ver com uma sensação de que tudo é muito vazio, sem significado, sem finalidade... Eu não gosto da distância, e detesto a falsa sensação de proximidade que a internet proporciona, simplesmente porque é uma falsa sensação. Eu gosto é de estar perto, de ver a expressão, de escutar as vozes, de apertar as mãos, de compartilhar uma mesa, ou um banco.

Eu queria não ter que depender das redes sociais para manter contato com as pessoas que gosto. E o fato de eu andar isolada das pessoas, sem quase estar saindo de casa a não ser para trabalhar e estudar, faz crescer essa minha "birra" pela "internet social" (porque uso a internet frequentemente pra acessar email, buscar informações, notícias etc.). Eu tento recusar que estar em contato virtual é melhor do que não estar em contato, mas não estou mais conseguindo.

Talvez eu precise aceitar que as redes sociais, apesar de seus pesares, é sim uma forma de estarmos por perto. O que não me agrada é a frieza que isso me transmite. Mas eu preciso aceitar que estou vivendo numa época assim, de relações virtuais, de proximidades relativas. Afinal, apesar de todos os pesares, a internet e suas redes sociais podem ser um começo para retomar contatos, ou mantê-los.

Ok, internet, aqui me tens, pero no mucho.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Logo-homenagem do Google - Freddie Mercury


Faz um tempinho que comecei a colecionar os logos do Google, que sempre homenageiam pessoas ou eventos marcantes. O de hoje é em homenagem ao 65º aniversário de Freddie Mercury e tem até um clipezinho da música "Don't stop me now" que vale muito a pena ser visto (se vc gosta, claro!)

Abrindo o link abaixo, é só clicar no botão "play"

http://www.google.com.br/webhp?hl=pt-BR

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Boa noite, Solidão

Vai entrando, solidão. A casa é tua.
Nesta hora em que a cidade se amortalha.
Não há ruído aqui, nem lá na rua;
Ninguém nos ouve, nem nos atrapalha.

Empresta-me ouvidos de silêncio.
Teus olhos cegos e teu canto mudo;
Me empresta este vazio, enquanto penso.
Pra que eu, pensando em nada, esqueça tudo.

Quero em teu colo, acomodar-me quieto.
Deixar passar o tempo em abandono;
Ficar horas a fio olhando o teto,
Até sentir cansaço e vir o sono.

Saudade pode vir bater à porta...
Tristeza? É quase certo que ela vem.
Deixa que entrem...Tanto faz e pouco importa;
A casa é grande e o coração também...

Se por acaso eu sorrir sozinho,
Disfarça, solidão; sejas discreta,
Pode ser a lembrança de um carinho
A visitar-me nesta hora quieta.

Se, se repente, eu chorar baixinho,
Também não faças caso, solidão.
É só a cicatriz de algum espinho,
Que um dia me arranhou o coração.

Amores vem e vão. Como os amigos;
Nem bem um chega, outro desaparece.
Só minha solidão fica comigo;
Não muda, não se vai, não envelhece.

Por isso, quando chegas não reclamo;
Abro-te a porta e te recebo bem,
Talvez devesse até dizer que te amo,
Pois tu és sempre o amor de quem não tem.

...Por fim, quando vai alta madrugada,
Rezo um "Pai-Nosso" e um Sinal da Cruz,
"Boa-Noite, Solidão"...Não ouço nada...
"Boa-Noite, Solidão"...E apago a luz...

Composição: Odilon Ramos


Isto diz tudo o que eu gostaria de escrever agora.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Rise




Rise - Eddie Vedder
Such is the way of the world
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow

Gonna rise up
Bringing back holes and dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold

Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold

Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my haste in the road

Rise (Tradução)
Tais são os caminhos do mundo
Você nunca sabe
Onde colocar sua fé
E como ela vai crescer

Vou me erguer
Trazer de volta buracos e memórias ocultas
Vou me erguer
Transformar enganos em ouro

Tal é a passagem do tempo
Rápida demais para conter
E de repente engolida por sinais
Abaixe-se e observe

Vou me erguer
Encontrar minha direção magneticamente
Vou me erguer
Jogar minha pressa na estrada

(Letra e tradução copiadas do site Terra. Pode conter erros, mas o sentido e o sentimento da música estão intactos)

domingo, 24 de julho de 2011

Amargo

Começa uma madrugada de um fim de semana frio e cinzento. Eu estou diante deste computador precisando terminar algo que me propus fazer e que não consigo terminar (sequer começar direito). Ao mesmo tempo que sei que preciso terminar isso pra ficar tranquila, não consigo organizar os pensamentos, que se deixam misturar pela ansiedade, pela pressa, pela tensão, pelo término do prazo, pela infinidade de possibilidades. E tudo isso vai se misturando a outras coisas que não têm relação direta com o que eu tenho que fazer nesse momento e o pensamento vai se dirigindo até uma outra dimensão, distante, irreal, onde acontecem as situações que gostaria que estivessem acontecendo agora, mas que não estão ocorrendo. Preciso voltar para a mesa, para o que tenho a fazer.
Talvez seja melhor ir tomar um café.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um dia, um adeus


Um belo dia se despedir e ir embora parece ser o fim mais provável em tudo que se faz, de tudo que se participa... Essa é a parte mais difícil. Isso pra mim é complicado demais. Me despedir e sair é sempre muito dolorido. Nesse exato momento não estou especificamente me despedindo de nada, mas sei que em algum momento futuro, próximo ou nem tanto, isso fatalmente vai acontecer. E é sempre doloroso, ir embora, deixar para tras relações que se foram construindo pouco a pouco, costumes pelos ares, pelos cantos do lugar, mas principalmente pelas pessoas que não veremos mais. E há sempre a promessa de que "nos falaremos, manteremos contato". Mas sabemos que não vai ser assim, quase nunca é assim, não por nada pessoal, mas porque a vida vai tomando outros rumos mesmo, e se despedir faz parte... passamos tempos com determinadas pessoas, em determinados lugares, e esse tempo pode ser rico, pode ser muito bom, mas ele acaba... E não é culpa de ninguém, simplesmente houve por um tempo um agrupamento de pessoas que se separam para encontrar outras em outros cantos, outros lugares em outros momentos. Mas para mim é sempre muito difícil...

fonte da imagem

domingo, 5 de junho de 2011

Pensando sobre a Escola

Tô cheia de planos na cabeça pra trabalhar com os alunos. Faz tempo que os tenho na cabeça... mas quando me deparo com eles tudo some, desvanece. O problema são eles? Não! Não pode ser possível.


Cheguei a conclusão de que eu, assim como os alunos, estou cheia da escola. Não da escola onde estou, mas da instituição escolar como ela funciona hoje e há séculos. Ela foi criada com um objetivo que já não é mais o mesmo hoje. Se um dia a escola foi tida como responsável por perpetuar os conhecimentos adquiridos pela inteligência humana ao longo dos tempos, hoje esse não é mais seu papel, ao menos não principal. As informações e até os conhecimentos (porque estes não?) estão disponíveis em milhões de outros lugares que não a escola, acessíveis para quem as quiser.

Educação moral já não é mais matéria escolar, embora faça parte dos temas transversais ou do currículo invisível... porém isso não é o objetivo específico. Qual é a função da escola? O que a escola quer? O que foi visto no curso de formação promovido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo é que a proposta agora é ensinar competências. Sim, uma proposta interessante, bonita, até. Mas como é que se pode implementar uma mudança tão fantástica se a estrutura física permanece sendo a mesma de um século atrás?

Como vou ensinar competências numa sala quadrada onde há no mínimo trinta e cinco alunos totalmente diversos matriculados, alunos estes com ritmos de aprendizagem diferentes, conhecimentos prévios diferentes, bagagem cultural dieferente e tudo isso em intervalos de 45 a 50 minutos por três vezes semanais?

Fica difícil.

Se minimamente houvesse uma mudança estrutural na escola - tô falando mesmo de mudança arquitetônica! - tenho certeza de que as coisas seriam diferentes. O problema é que toda a rede pública está abrigada num conjunto de milhares de construções do século passado, cujo processo de construção levou muitos anos e seria um desperdício de dinheiro público destruir tudo para reconstruir com uma configuração mais moderna em nome de uma mudança na qual nem todos apostam...

Bom, penso nisso o tempo todo e nessas acabo não fazendo nada de concreto por uma mudança real, porque me vejo dentro da sala de aula tão presa quanto os alunos.

domingo, 22 de maio de 2011

A espera na janela

A internet pode muito bem ser comparada a uma janela, onde passamos tempo esperando ver algum acontecimento, onde esperamos que alguém passe, onde podemos tomar um ar fresco, e por onde simplesmente saímos de casa só do pescoço pra cima. Muito bem. Tomemos esta metáfora como ponto de partida.
Passei hoje o dia inteiro na janela, esperando passar alguém que não passou. Esperando algum acontecimento que valesse a pena assistir, esperando um vento fresco que trouxesse algum ânimo.
Nada aconteceu, a paisagem nessa janela foi um marasmo, folhas que caíram de algumas árvores aqui e ali, um entregador que passou de portão em portão, um taxi que trouxe para casa o marido bêbado de alguma mulher infeliz.
Nada do que gostaria ver apareceu na minha "janela".
Esperei por ele o dia inteiro e ele não veio.
Vou fechar a janela agora, que o vento já tá ficando muito frio.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sonhando



Estou num trem que viaja por uma montanha verde. Com a cabeça para fora da janela, respiro profundamente, sentindo o cheiro que a natureza exala, mato verde, flores, novidade.

Estendo um dos braços para fora, como que para segurar esta sensação de entrar no mundo como nunca fiz antes.

Cabeça aberta, olhos fechados. Corpo e alma alados, pelas mãos do vento, desse trem em movimento, nas mãos da liberdade.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Entre ser adulto e voltar à infância

Analisando do alto da minha chatice adulta (adulta conológica apenas, porque apesar da idade, não tenho a maturidade correspondente), percebo que o grande problema das crianças é não saber planejar, é não saber pensar no depois, só se preocupar com o agora. Isso, que embora na verdade seja, paradoxalmente, o melhor de se ser criança, acaba gerando situações conflituosas entre os adultos, que se preocupam em seguir todas as regras, e as crianças, que não estão nem aí para elas.

No fundo, creio que o que todo adulto mais queria era justamente não ter de se preocupar com o depois, não ter de planejar nem prever situações futuras para poder agir no presente. As crianças são felizes por não terem esse tipo de preocupação e, as que têm, são notadamente tristonhas, infelizes (porque, em muitos casos, sofrem pressões e as internalizam como preocupações suas).

Deve ser por isso que quando me vejo sob pressão, com problemas ligados à organização do tempo, sinto fortes saudades da infância, o lugar mais seguro que se tem pra ir quando os pensamentos se tornam um emaranhado de pesadas preocupações.

Talvez não faça sentido. Mas nesse momento eu tenho apenas nove anos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tempestade noturna


É de noite que os pensamentos vêm. Como se precisassem das estrelas para iluminá-los. Vêm com jeito de tempestade, começando com grandes pingos espaçados que logo se tornam incontáveis, impossíveis de segurar, não restando nada a se fazer além de se entregar a esta chuva que inunda a mente que tenta descansar sobre o travesseiro, onde jazem as ideias da noite anterior, que se abateram ao choque de umas com as outras, na pressa louca de saírem pela porta estreita da consciência.