Mudei o "leiaute" do blog. Mudar às vezes faz bem um pouco, mesmo que só na aparência... Ando meio desanimada pra escrever e a correria tem me impedido de aparecer com freqüência por aqui e pelos outros blogs que gosto =/ É que por aqui tem sido constante parecer bom quando se escreve e uma bosta quando se lê. Mas não desisti, quando tiver algo publicável (não significa exatamente bom...rs) defenestrarei por esta janela =D
Passam muros coloridos, muros cinzas, muros com cartazes. Pessoas com bolsas, pessoas com casacos. Diferentes imagens: de pressa, de calma, de prece, de alma. A hora do rush, a happy hour, a hora da Ave Maria, a hora do fim do expediente, do fim de mais um dia, a hora-limite entre duas rotinas, hora do caminho de volta pra casa, do caminho pro estudo ou do caminho pra ‘balada’, a hora em que o corpo acorda e sai do piloto-automático, a hora de ser um pouco mais nós mesmos, depois de ser o dia inteiro, só funcionário.
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Foto: do Google, hora do rush em Tokio... mas também podia ser São Paulo, Nova York, Londres...
"Eu desisti. Sim, desisti de coisas que me atravancavam a vida. Desisti de fingir querer comprar a roupa da moda. Desisti de achar que queria pintar o cabelo de vermelho. Desisti de me forçar a acreditar que uma roupa da moda e o cabelo vermelho significariam um passaporte para a renovação. Desisti de tentar descobrir o que se passa na cabeça das pessoas, de modo a analisar meus atos a partir do ponto de vista que têm em relação a mim. Desisti de procurar ser sempre agradável. Desisti de encanar com toda e qualquer ação minha, com medo do depois. De procurar achar o que não existe. Eu desisti com dificuldade, porque parecia que desistir de certas coisas era como um ato de irresponsabilidade adolescente. Afinal eu sempre tive uma idéia de que o altruísmo implicaria no auto-esquecimento, a humildade, na auto-colocação para baixo... enfim, confusões grosseiras que empataram minha vida durante tanto tempo. E depois que eu abstraí as auto-cobranças, as neuras, as bobeiras que rondavam a minha cabeça, comecei a me sentir melhor, mais leve. A princípio dá uma sensação de desonestidade, de estarmos traindo nossas convicções, de faltar com a palavra dada a nós mesmos, afinal é uma mudança de paradigma, você passa a não se preocupar com coisas que até então eram fundamentais para o seu modo de vida. Mas quando você lembra que tudo isso te causava mal estar e te tirava a tranqüilidade e te fazia sofrer, vc vai convicto. E vc desiste de tudo isso, tudo isso que era dispensável, tudo isso que era no fundo, muito exagerado, tudo de que vc não precisava, na verdade."
Ela lia isto como se repetindo a leitura, automaticamente estivesse pondo em prática aquilo tudo que havia sido escrito num momento em que a alma estava apertada, maior que o corpo, como se quisesse escapar de algo que a prendia. No fundo sabia que nada seria posto em prática de fato, mas lembrar ter tido um momento em que pôde refletir sobre sua condição e possibilidades de mudança, a animava de alguma forma.
Um dia a gente acaba tendo que encarar e aceitar que as coisas nem sempre são como gostaríamos ou imaginávamos, ou duram menos do que a gente previa, ou são interrompidas, quando estávamos no auge do aproveitamento. E embora pareça, isso não é conformismo, porque muitas vezes há resistência, há a tentativa de que as coisas não mudem, de que não sejamos retirados da nossa zona de conforto. Mas nem sempre resulta como gostaríamos: as coisas realmente mudam.
Um dia a gente percebe que não importa o quanto se tente, certas coisas não acontecem mesmo e isso não é por incompetência, mas talvez porque não era pra ser.
Uma hora a gente aprende que embora as coisas não sejam permanentes, não quer dizer que não tenham sido sinceras, verdadeiras e intensas e que se elas tornam-se esporádicas, nem sempre é por vontade, mas pelas circunstâncias e o desenrolar louco da vida, vida que vira e mexe altera até mesmo as mais monótonas das rotinas, afastando amigos queridos, diminuindo a freqüência dos contatos, fazendo com que o tempo passe incrivelmente rápido a ponto de nos espantarmos ao ver que já faz muitos meses que não se envia um e-mail, não dá um telefonema, não responde mensagem.
A gente acaba percebendo que algumas amizades, embora sejam deliciosas, não conseguimos manter sempre por perto, e isso não deveria nos tornar canalhas, já que nem sempre o afastamento depende da nossa vontade.
Imagino que se fosse possível, muita gente preferiria viver para sempre no mesmo círculo de convivência, mas a vida nos obriga a ir tomando outros rumos, e outras pessoas chegam, enquanto outras acabam se afastando. Mas isso não significa que nos esquecemos daquelas que a vida afastou da gente, muito menos que fosse uma amizade falsa. Há casos em que não importa quanto tempo passe, ao reencontrar essas amizades que se afastaram, tudo é tão natural que é como se o tempo não tivesse passado. Isso pra mim é um indicativo de que é de verdade, mesmo que não haja um contato constante.
Eu agradeço à vida por ter as pessoas que tenho como amigos. Talvez alguns não tenham idéia do quanto são importantes para mim e talvez eu nunca consiga demonstrar isso. É difícil quando a gente não consegue fazer tudo o que gostaria, quando o tempo passa rápido à nossa revelia. É difícil quando acontecem desencontros, ou quando não dá pra conversar direito porque alguém tá muito ocupado. É difícil não ficar triste de saudade quando ela aperta. Mas é bom saber e lembrar dos momentos bons, das risadas, das besteiras, das conversas...
Me angustia não saber mais como escrever ou dizer. Me angustia saber que nem todos os meus amigos vão ler isto. Talvez alguns achem isso de uma pieguice sem tamanho... Mas o que importa é que todos saibam que mesmo de longe, cada amigo que fiz continua sendo extremamente importante na minha vida.
Às vezes a gente se sente meio palhaço, fazendo coisas que não gostaríamos de fazer, mas fazemos porque as circunstâncias acabam nos forçando de alguma forma. Assim é com o palhaço que, na frente do público, vestido a caráter com roupas largas, maquiagem e o nariz vermelho, não tem outra alternativa a não ser fazer o papel que lhe cabe, sendo o alvo dos risos.
Claro, isso é uma metáfora (talvez infeliz), a única que me veio à cabeça, pra poder expressar como tenho me sentido pessoalmente. Na verdade, louvo o papel do palhaço, de alegrar as pessoas com seus números cheios de cambalhotas e trejeitos-sem-jeito. Mas o que quero dizer é que o palhaço é alguém por trás daquele nariz vermelho que, mesmo sem querer, está sempre arrancando risos, pelo simples fato de ser um palhaço.
Às vezes não precisamos fazer nada. O simples fato de ser como somos e termos nosso jeito de lidar com as situações, nos torna alvo de algo constante e perturbador. Às vezes alguma situação pode ser passageira, às vezes ela pode ser mais demorada. O fato é que por mais que se tente lutar, e quando se pensa que tudo já passou, lá estamos de novo mergulhados na mesma, com todos ao redor esperando pelas cambalhotas.
E as cambalhotas, e flores que atiram água, e os trejeitos-sem-jeito não são mais do que pedidos de atenção e tentativas infrutíferas de conversas. O respeitável público muitas vezes nem está lá de fato, não sendo nada além de alguma entidade que nos faz agir como se não tivéssemos mesmo saída, e para este pseudo-público, fazemos nossos números, arrancando as risadas mais sarcásticas que alguém já escutou.
Acho que a metáfora foi mesmo infeliz, ou a explicação foi confusa. O fato é que tenho me sentido meio palhaça, por sentir coisas involuntariamente, mediando brigas entre emoção e razão e saindo sempre prejudicada. Mas nem por isso desabono o palhaço que, mesmo diante do público mais sério, conquista sempre ao menos um dentre milhares e deste um, arranca risos sinceros e satisfeitos. É o que lhe motiva a continuar sendo palhaço: a consciência de que de alguma forma seu papel vale toda a pena, o que não se aplica a mim, já que na verdade, embora às vezes pareça, eu não sou um palhaço.
Este é um blog nascido da morte de outros blogs. O último falecido levava este mesmo nome, Defenestrações. O verbo defenestrar significa atirar algo por uma janela. E aqui, de fato, não se via outro nome a dar para uma janela de internet por onde se arremessavam textos dos mais variados tipos (dos ruins aos meia-boca, além de algumas postagens de músicas e uns bons textos de terceiros, gentilmente cedidos ou furtados).
Era um blog assim, simples. Um espaço onde a dona (se assim se pode chamar a quem tem uma página gratuita na internet) defenestrava o que lhe vinha às vezes à cabeça, às vezes ao coração (bonito isso).
Mas é agora assim, um blog abandonado. A dona não mais o atualizará durante um tempo, tanto por falta de criatividade em escrever algo que preste, quanto por falta de vontade em publicar seus últimos rabiscos, em geral, sem muito sentido para quem os viesse a ler... =/
Talvez volte a ser usado. Mas por enquanto, é um blog abandonado.
No momento a criadora (se assim pode-se chamar quem abriu uma conta no blogger e saiu postando textos seus e de outros, além de alguns vídeos e letras de músicas) vai se dedicar a outras tarefas, como os trabalhos da faculdade, as aulas como professora voluntária, o estágio no museu de ciências, o recém-nascido sobrinho e quem sabe alguns artesanatos, quando sobrar algum tempo.
Sendo o que tinha para o momento, agradece pelas visitas recebidas e desculpa-se por alguma postagem esquisita que porventura tenha causado alguma confusão ou mal estar,
São Paulo é essa cidade de horizonte incerto, de céu cinza, de concreto. Esse lugar onde há tanta gente e ao mesmo tempo tanta solidão. Onde sempre existe algo que seja compatível com qualquer: religião, time, idade, orientação sexual, interesse, classe social; e onde apesar disso, as diferenças gritam. Onde grandes oportunidades se esbarram com grandes furadas. Onde se compra gato por lebre. Esse lugar onde as pessoas são tão diferentes quanto iguais. Onde tudo acontece ao mesmo tempo. Onde há uma chance de rir e de chorar nas mesmas esquinas. Onde tudo o que se vê pode não ser alcançável. Essa cidade onde o céu da noite é triste, com suas estrelas apagadas pela fumaça. Onde as pessoas se olham, mas nem sempre se vêem. Essa cidade com milhões de possibilidades, com milhões de destinos, com milhões de pessoas que se deslocam dia e noite, do trabalho para casa e vice-versa. Essa cidade onde o belo dá as mãos ao feio. Onde o encantamento dos prédios antigos mistura-se aos espelhos dos novos. Onde moradores não vivem porque moram na rua. Onde cada carro abriga um ser individual. Onde em consultórios psiquiátricos, a angústia é compartilhada em silêncio ou em poucas palavras. Essa cidade que recebe chegantes de todo o mundo. Essa cidade que engole as menores, que conurba. Esse lugar que atrai ao mesmo tempo em que repele, que encanta e que assusta. Esse lugar que canta, que dança e que joga. Esse lugar onde tudo pode não ser o que parece, onde o bom pode ser ruim, onde o divertido pode ser enfadonho. Essa cidade de contrastes e de uniformes. De patrões, de gerentes, de operários, de profissionais liberais, de desempregados e de tudo o mais. Essa cidade que sofre de insônia crônica, mas que ainda descansa em alguns feriados. Essa cidade onde seus moradores revezam-se entre amá-la e odiá-la, dependendo de como estão o trânsito, a noite, o ar, os parques, o humor... Essa cidade onde tudo se encontra, e muita coisa se perde. Onde nascem e morrem paixões, onde se vivem decepções, onde se alimentam esperanças. Essa cidade que é palco e platéia, que é protagonista e figurante, que é diretor e contra-regra. Essa cidade onde há tudo e há nada. Onde tudo é provável. Onde tudo é possível. São Paulo é essa cidade, onde embora eu não durma, eu vivo.
Existe algo que me atordoa, mas não sei direito o que é.
Tem a ver com o ar que se respira; com o trem que lota; com a chuva que alaga; com as pessoas que passam e vão; com as catracas, bilhetes e placas; com carros na contramão; com piadas de mau gosto; com restaurante sem tempero; com almoço de domingo, família, tevê, macarrão, passeio...; tem a ver com o que eu quero dizer mas não sei como; com o silêncio que alardeia; com a indiferença que maltrata; com a resposta que não chega; com a carta extraviada. Tem a ver com o que não cabe nas mãos; com o que esvazia o coração; com o que não faz falta e o que tem precisão.
Tem a ver com a vida e todas as perguntas das quais ainda não sei a resposta (provavelmente jamais saberei). Tem a ver com você que lê isto enquanto imagina se tudo isso faz sentido. Tem a ver comigo, com meus pais, minha irmã, meus amigos. Tem a ver com um deus que existe, mas não para todos e não com o mesmo nome. Tem a ver com o mundo doente e com a natureza cansada. Tem a ver com a paz sonhada, com a violência mascarada e descarada.
O que me acomete talvez seja a perplexidade em relação à Vida e sua louca forma de se descortinar, sua forma de estar calada enquanto tudo explode, enquanto tudo acontece ao mesmo tempo. E sua capacidade de seguir indiferentemente, apesar de tantos impedimentos ou percalços. A Vida e sua mágica fazem-me de vez em quando imaginar o quão importante deve ser cada uma das medíocres vidas que pela Vida passam...
Sentava-se sozinho num dos bancos da praça próxima à sua casa. Costumava passar muitos minutos e às vezes até horas ali, sozinho. Olhava os transeuntes, mas não os via completamente. Buscava a si mesmo. Tentava saber onde havia ido parar a parte de si que o faria não mais sentir a necessidade de estar sempre só. Uma necessidade como que obrigatória, se é possível entender. No fundo não queria a solidão, mas necessitava dela. A solidão de certa forma o resguardava da responsabilidade de ser companhia.
Uma tarde uma pessoa sentou-se ao seu lado, no banco da praça – era sempre o mesmo banco. Comentava sobre notícias, dizia uma série de coisas, contava-lhe de algumas aflições e tristezas, porém ele sequer fazia comentários em resposta: apenas olhava em alguns momentos, enquanto pensava no porquê desta pessoa ter escolhido a ele para se lamentar sobre as agruras de sua vida, como se sentisse incomodado por lhe terem roubado o silêncio e a solidão.
Até que esta pessoa parou de falar. A cena pareceria um retrato, tamanha estaticização de ambos a olhar para frente, um ao lado do outro. Mas na praça tudo se movia calmamente, sem mostrar haver importância se um ou outro daqueles dois estava ou não ali. No instante seguinte, o olhar que era paralelo tornou-se perpendicular. Incomodado, repeliu o olhar, que se voltou para frente outra vez.
O que unia estas duas pessoas naquele banco era o fato de que ambos tinham modos diferentes de lidar com a mesma aflição: a de estar no mundo e não se sentir parte dele. Um sentia medo, o outro também. Um tentava adaptar-se, outro tentava esquivar-se. E à medida que os minutos foram passando, como que por telepatia um havia compreendido o que havia com o outro, mas ninguém dissera nada a respeito.
A mútua companhia silenciosa daqueles últimos minutos o havia feito perceber que, no fundo, aquele de si a quem procurava nunca havia ido a lugar algum, sempre estivera ali. Porém ele mesmo o mantivera guardado, como senhores que guardam os óculos no bolso e esquecem onde os deixaram.
...se não seriam todos os acontecimentos calmamente planejados por alguém cujo senso de humor e criatividade são extremamente peculiares. Alguém que se diverte ao ver de uma posição favorável tudo o que aqui embaixo acontece. E, brincando de enganar a si próprio, just for fun aposta no desfecho dos episódios, mesmo já sabendo os seus finais. Aposta com os teimosos de cá que, diante de alguns sinais de que é melhor ir por outro caminho, vão pelo que haviam escolhido, senhores de si. Perdem a aposta, claro. E aquele que já sabia de tudo, mostra quem é o dono do jogo. Ironicamente alguns dos teimosos passam a prestar mais atenção aos tais sinais, mas como são teimosos e também menos sabidos, terminam sempre caindo nas peças que prega aquele que é de todos, sempre o mais sabido.
Quem me conhece sabe do meu minúsculo apreço (para usar um eufemismo) pelos celulares. Evitei o máximo que pude, até que no último Natal, fui presenteada com um. Por sorte, um modelo bastante simples: faz e recebe ligações, tem calendário, relógio e despertador. Não baixa mp3, não toca música, não tira foto, nem tem o tal de bluetooth... é apenas um telefone celular =)
Eis que passo a me valer dele para acordar diariamente nas horas certas pra poder fazer as coisas no horário: eu programo, ele desperta, eu levanto. Perfeito. No entanto, deparei-me com uma “nova” função: o modo silencioso. Para mim, que tudo relacionado a celular é novidade, parecia ser uma boa essa de usar o modo silencioso. Assim, caso alguém me ligasse durante o trabalho ou a aula, não haveria interrupções por musiquinhas nem por barulhinhos de vibração – o famoso “grzzzz grzzzz” =
Mas a minha satisfação terminou certo dia quando eu descobri, quarenta minutos atrasada, que quando coloco no tal modo silencioso, O DESPERTADOR TAMBÉM FICA SILENCIOSO. Poxa, tudo bem que eu fui ingênua, mas gente, qual a função de um despertador silencioso?? Nada é tão contraditório! Será que alguém usa o despertador silencioso? O pior foi a raiva em ver o negócio “apitando” mudo e “dizendo”: “Despertador” e ainda dando as opções “soneca” e “sair”... Faça-me um favor né...! ¬¬
Bom, depois de correr e sair de casa em jejum e ainda assim chegar atrasada (afinal nenhum atraso é capaz de impedir o querido banho), cheguei a conclusão que realmente celular é uma coisa do mal, à qual eu (ainda) sou avessa. Mas como tudo (ou quase) nessa vida é também uma questão de adaptação (até as coisas das quais não gostamos muito, mas que em certas ocasiões são necessárias – como é o caso do celular-despertador, para mim, totalmente necessário) ao menos esta lição eu já aprendi: modo silencioso, não!
Eu preciso de inspiração para manter esse blog. Também preciso de inspiração para pensar no meu trabalho de conclusão da graduação. Seria bom se viesse inspiração também para resolver algumas pendências da vida. E seria ótimo se a gente pudesse encontrar inspiração nas prateleiras da farmácia ou do supermercado =/
A que se pode atribuir inspiração? De onde ela vem? Não sei, mas ela vem sempre sem avisar. Às vezes dentro do trem, ou no meio da rua... Às vezes vem na hora em que estamos quase pegando no sono, com a cabeça deitada no travesseiro, naquela hora em que todos os pensamentos parecem tentar nos impedir de dormir... E às vezes ela não vem, simplesmente.
Era uma tremedeira, era uma sede. Era um caminhar apressado, uma curiosidade. Era uma vontade que não terminava. Uma infinita paixão que se sabia, no fundo, finita.
Nunca era junto, era sempre só. Era sempre de um lado apenas. Era sem resposta completa. Era com muito silêncio e sem nenhuma explicação.
Era com muita interrogação, E com muito interesse. Era com muita dedicação. Era com reticências.
Era sempre um desejo calmo. Era sempre uma determinação boa. Era algo concreto, porém desacreditado. Era de verdade, mas não era regado.
I'm gonna save you fucker, not gonna lose you I'm feeling cocky and strong, can't let you go Too important to me, and too important to us We'd be lost without you I'm there, let yourself fall, I'm right below you now
And fuck me if i say something You don't want to hear, from me And fuck me if you only hear What you wanna hear, from me, if i care But i'm not leaving here
You helped me when i was down, I'll help when you're down Why are you hitting yourself? C'mon and hit me instead Let's pick up your will, It's grown fat and lazy It's sympathetic as well, Don't go on me now
And i'm not living this life without you, I'm selfish and clear And you're not leaving here without me, I don't wanna be without... My best friend Wake up to see you could have it all Whoa!
Cuz there is but you, And something within you Has taken control, Let's beat it Get up, let's go Oh, you're in your own world, Let's see the whole world! Let's pick up your soul
And fuck me if i say something You don't wanna hear from me And fuck me if you only hear The tremble in your head Please help me to help you Help yourself! Help me help yourself Help me, please want me to Please let me to, help you...