"Eu não sei o que falar sobre as estrelas que povoam este meu céu
Que brilham, que brilham e brilham mas não me dizem nada
A noite mal começou, e eu já me sinto tão louco.
Me dá um tempo, eu vou ali no balcão e volto logo
Voltei!
Decidi olhar de novo para as estrelas
Quem sabe dessa vez, depois de mais uma dose, eu possa conseguir exergá-las melhor?
Mas no fundo tudo não passa de uma fuga.
É, é complicado procurar alguma coisa onde não existe nada e se você prestar bem atenção vai concordar comigo, hoje eu estou meio opaco e os seres opacos precisam de qualquer coisa para se iludir.
Lá se vem três amigos meus, massa!!
Vou dividir um pouco da minha loucura com alguém.
Falei, falei e falei e eles também falaram.
Descobri, eu não precisava ouvir nada das estrelas, eu só queria conversar com alguém.
Pois é isto, esta foi mas uma noite daquelas que a gente passa de bobeira tentando aliviar a dor do coração
E grita por um socorro, mas ninguém consegue lhe ouvir.
Tem um cara estatelado ali no chão
Deve estar pior do que eu.
Falou galéga eu vou pra casa..."
segunda-feira, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
começo
Eles não me enxergam. Eles não me escutam. Eles exigem. Eles se impõem. Eles querem demais. Eles não querem nada. Eles não esperam. Eles não entendem. Eles não perguntam. Eles não respondem. Eles são. Eles estão. Eles não sabem. Eles sabem muitas coisas. Eles desafiam. Eles precisam. Eles serão.
terça-feira, 6 de julho de 2010
"objeto quase"
Ontem meu fone de ouvido voltou a funcionar normalmente depois de eu tê-lo abandonado por alguns meses dentro de uma gaveta na escrivaninha.
Voltou a funcionar como se só tivesse precisado de um período de descanso.
Voltou a funcionar como se só tivesse precisado de um período de descanso.
sábado, 24 de abril de 2010
. viagem
Passeio pela estrada, por um caminho pisado, debaixo de um céu azul como não se vê na cidade. Procurando ir pra longe sem me afastar tanto de mim. Capim, bicho de mato, calorão, mosquito. Abraços, risadas, "como você cresceu!", saudades, conversas fora, genes. Tudo igual a todas as outras vezes, mas com alguma coisa diferente. Nunca havia contemplado minha vó desse jeito. Nunca havia reparado no fundo da cozinha dela. Dessa vez tudo tinha um gosto diferente.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Eu odeio a Telefonica! Um desabafo.
Como se não bastassem os problemas no atendimento, problemas com Speedy e os milhares de motivos que fazem com que esta empresa esteja sempre no topo da lista de reclamações, agora mais essa.
Estava eu em casa com minha mãe e meu sobrinho quando toca o telefone. Uma moça se apresenta pedindo para falar com o responsável pela linha telefônica. Eu digo que meu pai não está em casa e que ela pode falar comigo. Então ela diz que a Telefônica está contatando todos os clientes para informar que por lei, a partir de 2010 a Telefônica não pode mais cobrar a taxa de assinatura. Ótimo! Fazia tempo que esperávamos por isso, não é mesmo? Aliás, que gentileza essa empresa ligar para avisar sobre isso... estranho.
Bom, mas ela continuou. Disse que seria necessário substituir o plano de minutos, oferecido até então, por um outro, pois a Telefônica não oferecerá mais os planos de minutos. O plano que nós utilizamos aqui em casa é o de 200 minutos (que foi automaticamente adicionado quando entrou essa medida de cobrança por minutos). Aqui em casa a gente não utiliza muito o telefone para ligações locais, só interurbano e celular. Acontece que mesmo assim, temos de pagar por esses 200 minutos em ligações locais, pois é o que consta mensalmente em nossa conta:
“Assinatura Mensal – Plano Básico 200 minutos: R$ 40,35”
Pagamos isso todo mês além do Speedy, e ligações interurbanas e para celular. Então, se não teremos mais de pagar assinatura, ótimo, porque teremos uma economia de 40 reais por mês.
Ocorre que a moça me informou que teremos de optar por um novo plano para ligações locais, sendo que o mais barato disponível é no valor de R$ 54,90 mensais – fora o que a gente utiliza em celular e interurbano.
Não sei se tô conseguindo fazer transparecer minha revolta. Não temos a opção de não ter planos por não utilizarmos o telefone para ligações locais. (Claro que utilizamos, mas quase 100% de nossas ligações NÃO são locais).
Se houvesse justiça, pagaríamos apenas os custos de ligações locais que realmente fazemos, mas não é o que acontece. Pagamos esse plano de minutos todos os meses mesmo que não liguemos o equivalente ao valor e agora, com a lei que proíbe a cobrança de assinatura telefônica o que temos é só uma mudança de nome na cobrança, porque tudo continuará igual para nós. Pagaremos por algo que não utilizamos. E pior, pagaremos ainda mais caro (de R$ 40,35 para R$ 54,90).
Pedi para a mocinha aguardar, pois teria de verificar essa informação pra ver como faríamos. Ela disse mais: que se até amanhã não confirmássemos o plano que vamos utilizar, quando formos ligar lá para fazer a alteração teremos de pagar uma "taxa de habilitação".
Peraí, a Telefônica precisa deixar de cobrar assinatura, conforme disposto em lei. E para mudar o plano OS CLIENTES precisam pagar mais caro e ainda por cima, terão uma taxa de habilitação?
Tem de ter alguma coisa errada. Como é possível que algo assim aconteça? Eu me sinto palhaça. Simplesmente isso.
Estava eu em casa com minha mãe e meu sobrinho quando toca o telefone. Uma moça se apresenta pedindo para falar com o responsável pela linha telefônica. Eu digo que meu pai não está em casa e que ela pode falar comigo. Então ela diz que a Telefônica está contatando todos os clientes para informar que por lei, a partir de 2010 a Telefônica não pode mais cobrar a taxa de assinatura. Ótimo! Fazia tempo que esperávamos por isso, não é mesmo? Aliás, que gentileza essa empresa ligar para avisar sobre isso... estranho.
Bom, mas ela continuou. Disse que seria necessário substituir o plano de minutos, oferecido até então, por um outro, pois a Telefônica não oferecerá mais os planos de minutos. O plano que nós utilizamos aqui em casa é o de 200 minutos (que foi automaticamente adicionado quando entrou essa medida de cobrança por minutos). Aqui em casa a gente não utiliza muito o telefone para ligações locais, só interurbano e celular. Acontece que mesmo assim, temos de pagar por esses 200 minutos em ligações locais, pois é o que consta mensalmente em nossa conta:
“Assinatura Mensal – Plano Básico 200 minutos: R$ 40,35”
Pagamos isso todo mês além do Speedy, e ligações interurbanas e para celular. Então, se não teremos mais de pagar assinatura, ótimo, porque teremos uma economia de 40 reais por mês.
Ocorre que a moça me informou que teremos de optar por um novo plano para ligações locais, sendo que o mais barato disponível é no valor de R$ 54,90 mensais – fora o que a gente utiliza em celular e interurbano.
Não sei se tô conseguindo fazer transparecer minha revolta. Não temos a opção de não ter planos por não utilizarmos o telefone para ligações locais. (Claro que utilizamos, mas quase 100% de nossas ligações NÃO são locais).
Se houvesse justiça, pagaríamos apenas os custos de ligações locais que realmente fazemos, mas não é o que acontece. Pagamos esse plano de minutos todos os meses mesmo que não liguemos o equivalente ao valor e agora, com a lei que proíbe a cobrança de assinatura telefônica o que temos é só uma mudança de nome na cobrança, porque tudo continuará igual para nós. Pagaremos por algo que não utilizamos. E pior, pagaremos ainda mais caro (de R$ 40,35 para R$ 54,90).
Pedi para a mocinha aguardar, pois teria de verificar essa informação pra ver como faríamos. Ela disse mais: que se até amanhã não confirmássemos o plano que vamos utilizar, quando formos ligar lá para fazer a alteração teremos de pagar uma "taxa de habilitação".
Peraí, a Telefônica precisa deixar de cobrar assinatura, conforme disposto em lei. E para mudar o plano OS CLIENTES precisam pagar mais caro e ainda por cima, terão uma taxa de habilitação?
Tem de ter alguma coisa errada. Como é possível que algo assim aconteça? Eu me sinto palhaça. Simplesmente isso.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Arrumações e lembrações
Ontem foi um dia de arrumação de gavetas e armário. Dentre moedas de 0,05 e 0,10 centavos que totalizaram 1,30 (um achado providencial!), encontrei muitas lembranças saudosíssimas. Sou daquelas pessoas que guardam coisas, muitas. Souvenirs do passado abundam nas minhas gavetas, prateleiras e caixas. Simplesmente não consigo me desfazer. Quem guardaria as velas do 16º aniversário? Eu, pra lembrar da festa surpresa que ganhei feita com a compactuação de tantos amigos que há tanto tempo não vejo mais, no mesmo ano em que entrei para o meu primeiro emprego de carteira assinada. Também guardo lembranças dos ex-namorados, fotografias, cartões de aniversário que ganhei de amigos, bichinhos e bonequinhos de bisquit, de pelúcia, e até a engrenagem de uma caixinha de música. Tudo guardado, cada coisa uma lembrança.
Vivo muito com a cabeça no passado e no futuro, é por isso que o presente passa quase sem que eu perceba. É incrível, pra não dizer irônico, como o tempo passou escandalosamente rápido nos últimos anos. Eu não consigo acreditar que estou às portas dos 26. Não vivi todos esses anos. Isso me angustia, mas outra hora eu falo disso. Ou nem.
Vivo muito com a cabeça no passado e no futuro, é por isso que o presente passa quase sem que eu perceba. É incrível, pra não dizer irônico, como o tempo passou escandalosamente rápido nos últimos anos. Eu não consigo acreditar que estou às portas dos 26. Não vivi todos esses anos. Isso me angustia, mas outra hora eu falo disso. Ou nem.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Bloqueio mental e autocensura
No labirinto de letras empilhadas mora um texto que ainda não foi escrito. Palavras que ora se juntam, ora se afastam pertubam a mente de quem dedilha o teclado e folheia livros procurando o fio que ordenará parágrafos numa estrutura coesa. O escuro que ronda o caminho das palavras até as linhas do papel atrapalha o montar das peças e quando enfim estas se agrupam, dão um resultado semelhante a torres mal construídas, prestes a cair ao primeiro dos sopros que sempre acompanham os comentários argüidores. Encontrar o fio que aprumará estes emaranhados não tem sido fácil, neste escuro. Mas a busca é incessante e certamente haverá resultados, só não se sabe se positivos.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Perdendo
Na vida a gente passa quase o tempo todo aprendendo. Mesmo sem perceber aprendemos a respirar, a andar, a falar, a contar... e aprendemos aos poucos coisas mais complexas que em muitos casos não paramos nunca de aprendê-las. Vamos tentando sempre saber a forma exata de falar o que pensamos, de expressar o que sentimos, de desenhar uma casa que imaginamos, de descrever um pôr de sol, de cantar uma melodia, mas quase sempre conseguimos resultados aquém do desejado. Mas estamos sempre aprendendo...
Chega um tempo em que passamos a aprender coisas difíceis, às quais muitas vezes resistimos. As regras de acentuação, orações subordinadas, matrizes transpostas, polinômios, química orgânica, certas coisas nunca chegamos a aprender, como a melhor maneira de dizer adeus, ou qual o melhor lugar pra se contar as estrelas.
Na vida a gente passa o tempo todo perdendo. Mesmo sem perceber estamos sempre a perder meias, a perder moedas, a perder a prática, a perder prazos. Vamos tentando sempre saber uma forma de não mais perder as coisas, e inventamos porta moeda, guarda-roupa, sapateira, porta-treco, gaveta, agenda. Mas estamos sempre perdendo...
Chega um tempo em que passamos a perder coisas valiosas, as quais não recuperaremos jamais. Perder amizades, perder o amor, perder o sabor de fazer alguém sorrir.
Dificilmente se aprende a perder. Perder é um dos aprendizados mais difíceis ao ser humano, porque tudo que se perde leva consigo um pedaço de quem perde. E não se aprende a perder pedaços. Não sem dor.
Na vida a gente passa quase o tempo todo aprendendo.
Chega um tempo em que passamos a aprender coisas difíceis, às quais muitas vezes resistimos. As regras de acentuação, orações subordinadas, matrizes transpostas, polinômios, química orgânica, certas coisas nunca chegamos a aprender, como a melhor maneira de dizer adeus, ou qual o melhor lugar pra se contar as estrelas.
Na vida a gente passa o tempo todo perdendo. Mesmo sem perceber estamos sempre a perder meias, a perder moedas, a perder a prática, a perder prazos. Vamos tentando sempre saber uma forma de não mais perder as coisas, e inventamos porta moeda, guarda-roupa, sapateira, porta-treco, gaveta, agenda. Mas estamos sempre perdendo...
Chega um tempo em que passamos a perder coisas valiosas, as quais não recuperaremos jamais. Perder amizades, perder o amor, perder o sabor de fazer alguém sorrir.
Dificilmente se aprende a perder. Perder é um dos aprendizados mais difíceis ao ser humano, porque tudo que se perde leva consigo um pedaço de quem perde. E não se aprende a perder pedaços. Não sem dor.
Na vida a gente passa quase o tempo todo aprendendo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Defenestrações, por Mari Migliacci
Atiro-me, desgarrada, infame, desprotegida. Atiro-me aos braços do amigo, do inimigo, do sorriso, da lágrima. Atiro-me ao riso, à dor, ao sofrimento. De olhos fechados, prendendo a respiração, atiro-me para frente. Meus pés desgrudam-se lentamente da superfície gélida. Atiro-me ao infinito, liberto-me do insuportável, desagradável, do desconforto, do desaconchego. Atiro-me à liberdade, à esperança, ao sonho. Atiro meus textos em páginas em branco. Minhas idéias desconexas e confusas ao acaso. Minhas histórias pela janela. Defenestro-me, e assim o faço com minhas elucubrações, minhas paixões, meus desejos.
Amo esta gatíssima mana Mari Migliacci. Linda que conheci na época do vestibular e nunca mais quis largar. Infelizmente neste ano pouco nos vimos... mas nos prometemos nos encontrar com mais frequência em 2010. Que assim seja!
Amo esta gatíssima mana Mari Migliacci. Linda que conheci na época do vestibular e nunca mais quis largar. Infelizmente neste ano pouco nos vimos... mas nos prometemos nos encontrar com mais frequência em 2010. Que assim seja!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
mediocridade
gosto do meio. é nele que os extremos colidem e a ambiguidade governa implacavelmente.
[john updike]
. imaturidade
Havia um tempo em que eu sentia que eu não estava vivendo, que eu precisava de mais. De mais o quê? Era isso que eu achava que sabia, mas de fato não sabia. Achava que precisava sair mais, ver mais gente, ler mais, ver mais filmes cult, ver os filmes que "todo mundo via", conhecer as bandas que "todo mundo ouvia", ter mais amigos no circuito da Augusta e adjacências, viver mais intensamente, talvez. Talvez viajar pra longe. Como se com isso minha vida fosse ser mais feliz. Hoje eu vejo que embora eu ainda queira muitas dessas coisas - não mais todas - me parece que não vai ser isso que vai mudar minha vida. Na verdade já entendi que a vida da gente não muda assim. Não com isso. Mas muda quando a gente começa a fazer diferença pra alguém, quando outra pessoa coloca na gente certas expectativas que a gente aflige corresponder - e nem sempre consegue. A vida da gente muda quando a gente se percebe como de certa forma responsável pelo que pode acontecer a outra pessoa. Quando a gente percebe que somos nós mesmos que temos de fazer o que é preciso fazer para que algo aconteça, sem esperar que façam por nós. Quando começamos a amadurecer. E isso acontece vivendo, sem dúvida - e errando também. Mas como se vive depende de quem se é, o que por sua vez depende do caminho que se percorreu até hoje, e isso embora não possa ser determinante para o futuro, determina muito do que somos. Assim, mesmo que nunca tenha tido o costume de sair muito ou que não tenha uma bagagem cultural da qual se diga "minha nossa, quanta cultura", sei que vivi coisas que outras pessoas não viveram. Sei de coisas que outras pessoas não sabem, vi coisas que outras pessoas não viram, conheço lugares a que outros não foram. Tenho minhas próprias preferências, minhas próprias referências, minha própria história. Por isso já me sinto feliz por ter passado da fase de ficar esperando que um toque mágico do céu me transformasse numa pessoa "interessante, descolada, chocante e bacana". Hoje espero que a vida faça mais sentido, sim, mas à medida em que eu aprenda a lidar com as situações por mim mesma, e não querendo agir de uma forma que supostamete seja ideal. Tô bem atrasada com isso, mas ok. Nesses casos, melhor tarde que nunca.
domingo, 20 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Quem sabe
Talvez eu só precise colher tulipas numa plantação gigante na Holanda.
Ou quem sabe pegar um carro e me dirigir sem rumo por uma auto-estrada novinha em folha.
Pode ser que seja divertido correr atrás de crianças fingindo ser um bicho papão.
Ou anotar num papel de pão o endereço de alguma liquidação.
Talvez não se precise muito pra ser feliz, assim como muita gente é feliz com uma barraca de raspadinha, com um brinco de pedrinha, ou com um churrasco na laje, ao invés de um diploma da universidade.
Ou quem sabe pegar um carro e me dirigir sem rumo por uma auto-estrada novinha em folha.
Pode ser que seja divertido correr atrás de crianças fingindo ser um bicho papão.
Ou anotar num papel de pão o endereço de alguma liquidação.
Talvez não se precise muito pra ser feliz, assim como muita gente é feliz com uma barraca de raspadinha, com um brinco de pedrinha, ou com um churrasco na laje, ao invés de um diploma da universidade.
sábado, 21 de novembro de 2009
Novelinha mexicana
Saiu andando rapidamente. Lágrimas discretas escorriam de seus olhos enquanto deixava para trás um rastro de firmeza, de certeza. Para trás ficaram também aquelas pessoas que a olhavam: alguns com pena, outros admirados, outros assustados. Nenhum deles sabia de verdade o que tinha acabado de acontecer, ou talvez até soubessem.
Um noivado de aparências que já durava seis anos aos trancos e barrancos e que estando ruído por dentro, não resistiu à descoberta de um fato concreto que colocaria finalmente um ponto final a uma história esvaziada de sentido, de paixão, de verdades.
Ela era uma mulher que com seus vinte e seis anos ainda não tinha certeza do que queria para sua vida, mas sabia exatamente o que não queria... clichê típico de mulheres cuja personalidade ainda está em formação, mas que não a tornava menos interessante.
Ele era um cara tipicamente imaturo aos vinte e nove anos. O pedido de casamento foi feito mediante uma cena tão romântica quanto piegas em que houve até posição de joelhos e lágrimas nos olhos – dela. Amor construído na faculdade, quando ambos tinham as mesmas fantasias de um futuro fantástico com viagens de exploração pelo novo continente, filhos feitos entre fronteiras dos mais diversos países, e um espírito de luta.
Seis anos depois tudo aquilo foi virando pó à medida em que as horas passavam e os dois cada vez mais se viam caminhando por direções desencontradas... ela já não sorria mais ao atender os telefonemas dele. Ele já não lhe abria mais a porta do carro.
Nunca chegaram a sair do país juntos, portanto também nunca fizeram filhos em qualquer lugar do mundo. O espírito de luta havia esvaído-se aos poucos, quando a cada semana viam o arrefecer daqueles ideais que antes pareciam-lhes tão possíveis.
Por mais que se tentasse remediar, não dava mais. Tudo havia chegado ao limite. Não havia mais como continuarem vivendo juntas duas almas tão diferentes.
Ele fora flagrado com outra, por ela.
O flagrante nem significava muito por aquilo que era, mas pelo que poderia proporcionar. O final de um relacionamento longo e decadente. Sem que tivesse que levar em conta os protocolos sociais que o fim daquela relação custaria. Famílias que se haviam ficado tão satisfeitas pela união, já dada como eterna, de repente viam tal reação incisiva vinda da jovem e doce que sempre fora tão compreensiva.
Mas tratava-se de uma questão de sobrevivência, de dignidade. E o fim - afinal - aconteceu.
Um noivado de aparências que já durava seis anos aos trancos e barrancos e que estando ruído por dentro, não resistiu à descoberta de um fato concreto que colocaria finalmente um ponto final a uma história esvaziada de sentido, de paixão, de verdades.
Ela era uma mulher que com seus vinte e seis anos ainda não tinha certeza do que queria para sua vida, mas sabia exatamente o que não queria... clichê típico de mulheres cuja personalidade ainda está em formação, mas que não a tornava menos interessante.
Ele era um cara tipicamente imaturo aos vinte e nove anos. O pedido de casamento foi feito mediante uma cena tão romântica quanto piegas em que houve até posição de joelhos e lágrimas nos olhos – dela. Amor construído na faculdade, quando ambos tinham as mesmas fantasias de um futuro fantástico com viagens de exploração pelo novo continente, filhos feitos entre fronteiras dos mais diversos países, e um espírito de luta.
Seis anos depois tudo aquilo foi virando pó à medida em que as horas passavam e os dois cada vez mais se viam caminhando por direções desencontradas... ela já não sorria mais ao atender os telefonemas dele. Ele já não lhe abria mais a porta do carro.
Nunca chegaram a sair do país juntos, portanto também nunca fizeram filhos em qualquer lugar do mundo. O espírito de luta havia esvaído-se aos poucos, quando a cada semana viam o arrefecer daqueles ideais que antes pareciam-lhes tão possíveis.
Por mais que se tentasse remediar, não dava mais. Tudo havia chegado ao limite. Não havia mais como continuarem vivendo juntas duas almas tão diferentes.
Ele fora flagrado com outra, por ela.
O flagrante nem significava muito por aquilo que era, mas pelo que poderia proporcionar. O final de um relacionamento longo e decadente. Sem que tivesse que levar em conta os protocolos sociais que o fim daquela relação custaria. Famílias que se haviam ficado tão satisfeitas pela união, já dada como eterna, de repente viam tal reação incisiva vinda da jovem e doce que sempre fora tão compreensiva.
Mas tratava-se de uma questão de sobrevivência, de dignidade. E o fim - afinal - aconteceu.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Do entusiasmo pela magia recém descoberta
Falava sobre teatro de bonecos e tinha um grande entusiasmo. Acreditava no que dizia, baseado nas falas das crianças com as quais lidava ocasionalmente. Transmitia uma sensação de tranquilidade. De seus olhos brotavam um cenário colorido com cheiro de infância e fantasia, sem a tormenta das preocupações rotineiras...
Estava eu no ponto do ônibus circular da Cidade Universitária, quando chegou este senhor alto, barbas brancas, boina e olhos muito azuis e me perguntou se o circular costumava demorar... Ninguém nunca sabe e eu também não sabia. Ele então comentou que havia saído de sua casa, em Sorocaba, às 4:15 da manhã e havia chegado na universidade somente àquela hora – eram 8:10. Falou sobre o trajeto que o ônibus faz e também falou sobre a existência de vans clandestinas que, embora mais baratas, não garantem a mesma tranquilidade que os ônibus oferecem ao custo de 4 reais a mais. Eu então comecei a me interessar pela forma como ele conversava... é sempre agradável escutar os mais velhos. Então perguntei se ele teria aula e ele disse que sim, que ia para uma aula que faz na Escola de Comunicações e Artes. Uma aula do curso sobre teatro de bonecos. E seus olhos começaram a brilhar enquanto me contava sobre algumas peças de teatro de bonecos. O circular nunca passava e eu teria seguido a pé, afinal eram só dois pontos de distância, mas eu estava achando muito bom escutar as histórias que ele relatava com tanta satisfação. Contou detalhes sobre o mestrado que está escrevendo a respeito de como dar vida aos bonecos no teatro. E o brilho nos olhos. Ele disse que tem 74 anos. Fez Engenharia no Uruguai e há uns vinte e cinco largou a carreira porque não se sentia satisfeito. Há cerca de cinco anos começou trabalhar com o teatro de bonecos e não consegue imaginar outra coisa que o deixe mais feliz. O contato com as crianças e a mágica que está presente no teatro de bonecos é algo que ele percebe com apuro e que fazia questão de passar adiante.
Nesse episódio, o que mais me chamou atenção foi o encanto daquele senhor pelo que ele havia descoberto tão recentemente e que parecia ter mudado sua vida, da Engenharia, para o teatro e as crianças... me deu uma sensação de que a cidade precisa de mais pessoas apaixonadas por novas descobertas e que queiram adicionar entusiasmo e cores ao dia alheio.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Sessão abobrinha: despertadores
Demorei para me convencer disso, pois sempre acreditei no contrário: despertadores são amigos. Eles nos salvam do inconveniente de perder compromissos por dispensarmos mais atenção ao sono do que ao estar desperto. É que a forma indelicada com que ele costuma fazer isso acaba causando alguns desgastes emocionais, no entanto, não há uma forma eficiente para acordar alguém cansado, a não ser com um pouco de rispidez, como só os despertadores sabem fazer.
Claro que há vários tipos deste instrumento, desde os mais antigos até os mais modernos, distinguindo-se por tipo de som, tamanho, uso ou não de pilhas etc.
Eu prefiro aqueles bem barulhentos que funcionam à base de corda. É infalível: você dá corda nele diariamente e ele te acorda eficazmente com um sonoro "trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrnnn". O único inconveniente é que ele acaba acordando também os vizinhos mais próximos.
Outra opção é o rádio relógio, que te acorda com (nem sempre) agradáveis melodias. O maior inconveniente deste modelo de despertador é quando durante a noite ocorre queda de energia, o que faz com que o despertar no horário programado não ocorra, dando origem a uma das desculpas verdadeiras mais falsas que conheço: "desculpe, me atrasei porque faltou luz à noite e o despertador não tocou"... Hmm.
Um meio termo entre o alto som do relógio de corda e a vulnerabilidade do rádio relógio e que já está entre os mais utilizados, são aqueles reloginhos quadradinhos de plástico made in China, que funcionam com uma pilha média. O sonzinho é mais ou menos como um "pipipipi pipipipi pipipipi..." que eu acho pouco eficiente... essa cadência sonora ao invés de me despertar costuma embalar mais meu sono, principalmente quando a pilha vai ficando fraca e o barulhinho fica mais lento...
Há também os celulares, mas eu não gosto deles.
Pra dar fim a essa conversa vazia sobre despertadores, aqui vão alguns modelos bem interessantes que encontrei numa dessas passeadas desinteressadas pela rede mundial:

Bem bonitinho, este só para quando você consegue montar o quebra-cabeça. Não dá pra não acordar né?

Este é estilo McGiver, precisa ser desarmado, como uma bomba, pra parar de tocar.

Este sai voando pelo quarto. Você precisa se levantar mesmo pra desligar, não tem aquela história de esticar o braço e voltar a dormir.

Já este é mais violento, para aqueles casos de pessoas extremamente resistentes ao novo dia. Ele chacoalha a pessoa e aí não tem jeito, tem que levantar.

Esse foi o que achei mais interessante: você precisa acertá-lo com um tiro (de laser) para que ele pare de tocar. E quem é que não tem vontade de fazer isso com o despertador de vez em quando?
Por enquanto é só.
Até mais, com mais abobrinhas!
Claro que há vários tipos deste instrumento, desde os mais antigos até os mais modernos, distinguindo-se por tipo de som, tamanho, uso ou não de pilhas etc.
Eu prefiro aqueles bem barulhentos que funcionam à base de corda. É infalível: você dá corda nele diariamente e ele te acorda eficazmente com um sonoro "trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrnnn". O único inconveniente é que ele acaba acordando também os vizinhos mais próximos.
Outra opção é o rádio relógio, que te acorda com (nem sempre) agradáveis melodias. O maior inconveniente deste modelo de despertador é quando durante a noite ocorre queda de energia, o que faz com que o despertar no horário programado não ocorra, dando origem a uma das desculpas verdadeiras mais falsas que conheço: "desculpe, me atrasei porque faltou luz à noite e o despertador não tocou"... Hmm.
Um meio termo entre o alto som do relógio de corda e a vulnerabilidade do rádio relógio e que já está entre os mais utilizados, são aqueles reloginhos quadradinhos de plástico made in China, que funcionam com uma pilha média. O sonzinho é mais ou menos como um "pipipipi pipipipi pipipipi..." que eu acho pouco eficiente... essa cadência sonora ao invés de me despertar costuma embalar mais meu sono, principalmente quando a pilha vai ficando fraca e o barulhinho fica mais lento...
Há também os celulares, mas eu não gosto deles.
Pra dar fim a essa conversa vazia sobre despertadores, aqui vão alguns modelos bem interessantes que encontrei numa dessas passeadas desinteressadas pela rede mundial:

Bem bonitinho, este só para quando você consegue montar o quebra-cabeça. Não dá pra não acordar né?

Este é estilo McGiver, precisa ser desarmado, como uma bomba, pra parar de tocar.

Este sai voando pelo quarto. Você precisa se levantar mesmo pra desligar, não tem aquela história de esticar o braço e voltar a dormir.

Já este é mais violento, para aqueles casos de pessoas extremamente resistentes ao novo dia. Ele chacoalha a pessoa e aí não tem jeito, tem que levantar.

Esse foi o que achei mais interessante: você precisa acertá-lo com um tiro (de laser) para que ele pare de tocar. E quem é que não tem vontade de fazer isso com o despertador de vez em quando?
Por enquanto é só.
Até mais, com mais abobrinhas!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Teste portuga (de alguns minutos de tédio)
sábado, 10 de outubro de 2009
ortografia
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