quarta-feira, 15 de novembro de 2017

;)



"But lately I'm beginning to find that When I drive myself my light is found. Whatever tomorrow brings I'll be there With open arms and open eyes, yeah!"

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Por que é tão difícil dizer não?


Não é fácil entender as razões que levam pessoas a fugirem de dizer não a alguém. Talvez o que possa explicar isso seja a sensação ruim de ouvir a palavra e, em sinal de altruísmo (ou seria egoísmo?), se evite causar na outra pessoa o que não se quer para si.

Fato é que um "não" pode até ser difícil de ouvir, mas ao menos ele finaliza questões. Antes dele ser dito, muita coisa fica em suspenso, à espera de definição, pode tanto ser como não ser, o que frequentemente gera muita expectativa e, inclusive, dores de estômago.

Também tem as vezes em que o "não" não é dito justamente porque se tem o interesse em manter a questão em aberto, como um plano B, caso a primeira opção não dê certo. O que em geral beira à sacanagem.

Há aquelas pessoas que são dotadas de um faro, um sensor, que são capazes de notar pelos gestos e atitudes os "nãos" subjetivos. Considero pessoas sábias ou de sorte, grupo do qual não faço parte. Nunca fui boa com jogos de mímica, com expressões corporais e faciais, eu preciso de clareza nas informações que me chegam (e não estou dizendo com isso, que eu mesma tenha facilidade em dizer não! mas tento).

Em tempos de relações líquidas, dizer as coisas de maneira clara e direta parece cada vez mais raro, chegando muitas vezes a soar como pura antipatia ou maldade. Tempos difíceis esses em que se vive de imagens rasas a respeito das pessoas e seus sentimentos, sem abertura para mergulhos profundos, sem possibilidade de errar, de se machucar... coisas que fazem parte da vida, do desenvolvimento humano, mas que em nome de um falso conforto vão sendo evitadas...

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Anotação aleatória


Parece bem óbvio, mas vou escrever mesmo assim: as redes sociais têm um baita potencial enganador... e as pessoas se deixam levar facilmente por não se atentarem a detalhes (óbvio de novo: eu também sou uma pessoa!)

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Foto: eu, na Grécia, só que não.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dançar com palavras


Tirolesa na serra de São Pedro/SP


Eu queria saber dançar com as palavras
Tiraria algumas delas para dançar agora
E numa ciranda eu teceria coreografias
Que contariam
Do amor e da dor de se viver

domingo, 28 de maio de 2017

Cansaço

Vista da Pedra do Baú - São Bento do Sapucaí/SP, junho/2015

Não é algo que aconteceu de repente, é algo que vem acontecendo de forma contínua, progredindo aos poucos e culminando num cansaço terrível. Cansaço de quê? De ver que praticamente tudo permanece sempre igual, numa mesmice chata, que varia na forma às vezes, mas que é sempre a mesma mesmice. As pessoas, os lugares, as palavras, os sons, tudo. Não existem culpados, não existem salvadores, não há antídoto, nem há prevenção. Acho que faz parte da vida. A gente simplesmente começa a ver que as coisas não vão mudar, a menos que a gente mude.

sábado, 20 de maio de 2017

Adeus, Chris Cornell

A morte do Chris Cornell me abalou muito. Nem sei direito explicar, o que sei é que tive um grande baque quando li na minha timeline do facebook que ele havia morrido. Não acreditei e fui logo buscar o nome dele no google, na esperança de que nada aparecesse, mas vieram vários links dando a mesma informação: "morreu aos 52 anos o cantor Chris Cornell".

Eu não conseguia acreditar e chorei. Cerca de cinco meses atrás eu estava a poucos metros dele assistindo o show mais lindo que já vi... aquela voz potente, aquele carisma, se apagaram. Isso me deixou muito triste e eu chorei. Era como estar perdendo um amigo... pode soar ridículo para quem ler isso, mas foi como senti. Embora seja um artista que nunca soube da minha existência, eu aprecio suas músicas, suas letras, e por muito tempo elas fizeram e fazem ainda parte de momentos da minha vida, por isso a sensação de proximidade e a sensação de perda.

Quando voltei do trabalho li outras notícias sobre sua morte, haviam confirmado na autópsia que ele se suicidou. E foi outro baque. Como? Por quê? O suicídio emudece, nos deixa sem reação, é pesado, difícil pensar no que leva alguém a tirar a própria vida. Ainda mais quando se olha para a pessoa e se conclui que ela aparentemente era feliz... eis o engano... felicidade não significa aparência. Jamais saberemos o que se passa no exato momento, se a pessoa é movida por coragem ou por medo extremo, ou simplesmente por não mais sentir qualquer coisa que a motive a continuar nesse mundo.

E pensar nesse mundo, nesse momento, nessa época em que vivemos também nos ajuda a entender talvez um pouco do que remotamente possa ser um dos porquês, é um mundo cada vez mais difícil de entender, de participar, um mundo cheio de desigualdade, cheio de misérias (humanas, morais, econômicas entre tantas outras misérias) que muitas vezes nos pode mesmo levar a pensar "qual é o sentido?" ou mesmo "então viver é isso, só isso?!".