sábado, 27 de agosto de 2016

um outro mundo é possível...

Cada vez mais tenho visto estas ideias se propagando, ainda bem.
Há um loooongo caminho, mas talvez estejamos dando os primeiros passos para fora dessa lógica maluca de consumir, extrair, se apertar de todo jeito, viver para trabalhar e ser feliz só quando dá tempo... utopias são pra gente continuar seguindo um caminho que acredita, mesmo que nunca cheguemos ao destino... não sou tão boba assim, sei que o capitalismo não vai morrer, ao menos não tão cedo, e também nem sei exatamente o que poderia substituí-lo. Mas penso que uma possível mudança nessa coisa toda começa pela microescala, no nosso entorno, na nossa rotina... trocar um produto industrializado por um artesanal, ir a pé quando dá, ao invés de ligar o carro, pegar emprestado ao invés de comprar algo só para usar poucas vezes... não sei, acho que sou sim tão boba. Tudo bem!

http://gnt.globo.com/programas/papo-de-segunda/videos/4676004.htm

terça-feira, 21 de junho de 2016

sentido?


talvez o sentido da vida seja buscar algum sentido nela... tudo está por se fazer, tudo está por ser descoberto... não somos seres acabados... enquanto seres humanos estamos sempre aprendendo... sempre aprendendo na relação com os outros. é no outro que podemos ver quem somos, pelos nossos sentimentos, pelas nossas reações. vamos nos construindo e reconstruindo a cada experiência... acredito que o sentido da vida é isso, é aprender e se perguntar sempre sem nunca terminar de responder e definir...

breque

Antes de qualquer ação vem sempre - sempre! - uma voz muda que só eu ouço e me diz pra ir com calma, pra ter cautela, ir devagar, que talvez não seja o momento certo. Às vezes eu finjo que não escuto. Mas em geral obedeço.

segunda-feira, 28 de março de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

(in)sensibilidade - anotação sobre um fato cotidiano

Fonte da imagem: Clarín

É possível que com o passar do tempo eu tenha me tornado sensível demais a certos tipos de reações ou que talvez me falte maturidade emocional pra lidar com essas situações... 

Mas também é totalmente possível que essas reações tenham sido mesmo agressivas demais.

O fato é que estar diante de uma situação em que nos sentimos injustiçados ou vitimizados é uma oportunidade de observarmos a forma como agimos com os outros: será que eu também já reagi dessa forma com alguém? Outro fato: a forma mais eficaz de ensinar é por meio do exemplo e da ação. Adultos não podem querer que as crianças aprendam a respeitar o outro e a zelar pelo bom convívio, se os próprios adultos não são capazes de fazê-lo.

domingo, 15 de novembro de 2015

Pensaduras

Pensando sobre falta de água, saúde e educação; sobre empresas que têm mais direitos do que os seres humanos; sobre seres humanos que têm mais direitos do que outros seres humanos e do que as demais espécies que compartilham o planeta; sobre preconceitos e intolerâncias que culminam em guerras, violações de direitos, segregações; sobre estouro de barragem de rejeitos de mineração; sobre atentados terroristas e cobertura da mídia a respeito dos diversos fatos; sobre desigualdades sociais que se perpetuam; sobre tentativas frustradas de promover a paz mundial; sobre os pequenos atos que significam grandes coisas; sobre acreditar que as coisas precisam mudar; sobre a necessidade de não deixar de acreditar e sobre a dificuldade de vislumbrar um caminho viável...

Fico aqui matutando com as palavras do geógrafo Milton Santos, citado num vídeo que acabo de assistir: "Na verdade nunca houve humanidade... Nós estamos fazendo os ensaios do que será a humanidade... Nunca houve."

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

hi.po.cri.si.a


Talvez seja divertido ter uma posição social confortável e tirar sarro do próprio país sempre ridicularizando as pessoas que não gozam da mesma sorte, fingindo estar atingido por algo que ouve falar mas que nem sabe ao certo do que se trata, porque mal sabe o preço do quilo de carne que come diariamente. Mas embora seja talvez divertido, é uma atitude lamentável.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

aprendizados

Dentre as muitas coisas que a educação pública tem me ensinado, creio que a mais forte e talvez a mais triste, é ter certeza de que não será tão cedo que o mundo será um lugar justo. E ainda há quem acredite que tudo depende somente do esforço individual. Quem é que escolhe onde nasce? Quem abre mão das comodidades que já tem? Quem e como garantirá as mesmas oportunidades para todos?
Ninguém.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pesquisa por amostragem?

Tô aqui pensando sobre pesquisas de opinião, seu grau de representatividade, seu impacto na formação de opiniões a depender de como os dados são divulgados...

População da cidade de São Paulo: 11,25 milhões (2010, IBGE)
Número de entrevistados em pesquisa Datafolha sobre redução da maioridade penal: 600 (seiscentos)
Porcentagem de paulistanos entrevistados favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos: 93%
(http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2013/04/1264396-93-defendem-reducao-da-maioridade-penal.shtml)

Aí o jornal publica: "Dado que uma das funções do Direito é manter a coesão social, e dado que, segundo o Datafolha, 93% dos cidadãos apoiam a redução da maioridade penal, deve-se dar resposta a essa SÓLIDA MAIORIA".
(http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/06/1642123-amadurecer-o-debate.shtml)

E então eu fico bem cabreira com a forma como as coisas são ditas pelos grandes veículos de comunicação e como uma pequena parcela de pessoas entrevistadas ao acaso pode (ou não) influenciar o rumo das coisas.

Isso é um exemplo, não quero dizer se tá certo ou errado ser a favor ou contra qualquer coisa. No que tô pensando é em como as informações são "meticulosamente" apresentadas...

=/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

escola?

Um dos grandes fracassos humanos é extinguir ou mesmo reduzir ou limitar o diálogo, principalmente em ambientes onde ele é imprescindível ao fim que se almeja... educação. .

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mayday



Sensação de estar dentro de um navio que está afundando, devagar, aos poucos. Querendo sair, mas sabendo que estar dentro do navio ainda é a única garantia de ficar vivo e que sair dele é se arriscar num oceano incerto, cheio de possibilidades boas e ruins... nesse oceano pode-se encontrar uma ilha ou ser encontrado por tubarões, ou simplesmente pode-se morrer afogado ou ficar boiando eternamente sem rumo. Mas o navio está afundando e é preciso decidir o que fazer...

quarta-feira, 25 de março de 2015

Palavras


Penso que palavras não valem nada se vierem sozinhas... discursos vazios, bonitos, mas vazios, não me preenchem. E quando o discurso vai se distanciando das práticas, vai criando um espaço que pode ser, perigosamente, preenchido pela hipocrisia.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

offline

Escrito em dezembro/14


Hoje eu não quis ligar o computador. Não quis entrar na rede social e ver as mesmas coisas de sempre. Que nem sempre são as mesmas, mas nunca são o que eu gostaria que fossem, quase nunca.
Então resolvi descansar meus olhos dessa tela luminosa. Poupar meu cérebro da tensão de candy crush (!). Poupar cliques de excluir spams da caixa de entrada.
E sonhar que enquanto eu estou offline, alguém perceba que hoje eu faltei. Sonhar que quando abrir o email vou encontrar uma boa surpresa... E ao mesmo tempo, dizer não pra esse tipo de sonho bobo.
Tomar distância pra enxergar melhor que talvez seja mesmo só mais uma ilusão.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Longe


Qual é o peso da distância?
E quando você conversa através de um meio virtual, mas sente vontade de estar perto, de olhar nos olhos, de ver e perceber as reações?
A internet é uma mão na roda pra muita coisa, mas ela também acaba gerando acomodação... muita gente some, desaparece do mundo real. De repente já se passaram anos sem que vc tenha visto pessoalmente as pessoas.
Eu nunca aprendi a lidar direito com isso.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

do facebook de uma velha amiga


eu concordo com a ideia. mas seria uma pena se tivesse mesmo que haver uma lei para algo tão necessário, que é a presença física dos amigos... mas em tempos como estes em que vivemos, de correrias infinitas, de contatos virtuais sincrônicos, talvez essa lei também fosse mais uma a ser burlada e esquecida... que pena!

domingo, 21 de abril de 2013

Acaso

Então um dia o passado - aquele que você sequer desfrutou - passa por você, de repente, assim no corredor de um supermercado. Hoje o passado mostrou que teve um futuro, que passou por etapas, enquanto você se escondia - por medo - e deixou de viver o que estaria aprendendo a sentir.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Milton Nascimento - Lágrima do Sul

Em homenagem ao aniversário deste que é um dos grandes da nossa música brasileira, vai aqui um clipe lindo de uma das músicas dele que mais gosto.



Reviver tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lágrima
Dor de solidão
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas pra voar
Que haverão de vir um dia
E que chegue já, não demore, não
Hora de humanidade, de acordar
Continente e mais
A canção segue a pedir por ti

África, berço de meus pais
Ouço a voz de seu lamento
De multidão
Grade e escravidão
A vergonha dia a dia
E o vento do teu sul
É semente de outra história
Que já se repetiu
A aurora que esperamos
E o homem não sentiu
Que o fim dessa maldade
É o gás que gera o caos
É a marca da loucura

África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós
África tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lágrima
Dor de solidão,
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas pra voar
Que haverão de vir um dia
E África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós

Composição: Marco Antonio Guimarães e Milton Nascimento

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Filme: O gato do rabino


Domingo retrasado fui ao cinema. Fui assistir a um filme que há tempos estava interessada em ver: O gato do Rabino (Le chat du rabin, França, 2011).

O que me fez querer ver este filme em primeiro lugar é o fato de ser um filme de animação, do que eu gosto muito, tanto em filmes quanto em desenhos que passam na TV mesmo. Em segundo lugar, o fato inusitado de que o protagonista é um gato que fala após ter engolido um papagaio. Em terceiro lugar, por ser um filme francês ambientado na Argélia, tratando de uma família judia. Pronto, isso me fez ficar muito afim de ver este filme. E depois de várias semanas em cartaz eu fui assistir neste domingo frio e cinza. Foi bom passear sozinha pela Paulista. Cheguei uma hora antes, comprei meu ingresso, depois fui almoçar, terminei o almoço em cima da hora, voltei ao cinema e sentei em minha poltrona. Fiquei imaginando "será que vai ser uma sessão esvaziada como foi com A GUERRA DOS BOTÕES (na qual só havia eu e mais duas pessoas numa sala Cinemark numa quinta feira à tarde)?". Não foi. A cada minuto a sala enchia de crianças, adolescentes, adultos, idosos... Todos interessados no filme sobre o gato judeu falante.

E o filme é ótimo. Bom, eu sou péssima em resenha, corro o risco de prejudicar o filme. Mas vou dizer aqui o que o filme me passou. Eu dei boas risadas. O personagem principal e os coadjuvantes tem boas falas, o texto é inteligente. A estética do filme é muito boa, os traços do desenho são fabulosos, gosto do estilo. Cenários bonitos, cenas on the road e olha, tem até uma participação (especial? eu senti doses de ironia ali) do Tin Tin e seu companheiro Milu.

Eu saí do cinema pensando sobre a leveza do filme, que mostra uma família de judeus, que têm amizade com um muçulmano, que acolhe um russo fugitivo que chega em uma caixa de livros e todos saem em excursão para chegar até a Etiópia onde pretendem encontrar os judeus negros que ali vivem. E em meio a tudo isso, um gato falante e muito perspicaz,que para continuar vivendo ao lado de sua dona (a filha do rabino), está louco pra se converter ao Judaísmo e poder ter o seu bar mitzva.

Embora haja momentos em que a rivalidade entre religiões apareça, para mim o que ficou foi a leveza com que aparece a convivência entre pessoas tão diferentes e de tão diferentes crenças e concepções. Tolerância e respeito seguem sendo a chave para a convivência pacífica.

Eu gostei e recomendo.