quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Questiúnculas

Sustentar um blog sobre um bando de questões pessoais, parece algo ridículo... no entanto tenho feito isso há tempos, e apesar da vergonha que me dá vez ou outra, continuo fazendo.

Talvez porque publicar no blog seja uma forma que encontrei de lidar com as coisas que sinto, já que dificilmente me ponho a conversar sobre isso com alguém.

Eu adoraria ter condições de ter um blog com temática mais útil, mais externa a mim mesma, talvez um blog com discussões sobre textos filosóficos, ou políticos, ou com notícias, ou com ideias, enfim, qualquer coisa que estivesse fora da órbita do meu umbigo. Mas a internet é livre, o blog é gratuito, e se eu sentir vontade de publicar coisas que escrevo sobre o que eu sinto, vou fazer isso. Para os desinteressados, basta fechar a página.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

2011, tchau... Olá, 2012!

Já lá se vão dez dias do ano novo e agora me ponho a refletir um pouco sobre 2011... Foi pra mim um bom ano, no qual muitas coisas começaram a acontecer na minha vida. Eu que nunca fui de fazer listas de objetivos para o ano, tinha feito uma para 2011 e consegui alcançar alguns. Isso me deixou bastante satisfeita.

Só que para 2012 eu não quero fazer listas, nem de objetivos, nem de promessas... Eu só quero tentar viver de um jeito mais leve. Eu comecei 2011 bem triste, mas ao longo dos meses as coisas foram aos poucos se acertando, melhorando e eu fui aprendendo muitas coisas, dentre as quais, me respeitar mais, me ouvir mais, me conhecer mais, me aceitar mais. E uma das coisas que comecei a aprender em 2011 foi isso, aprendi a esperar um pouco menos da vida, e percebi que quanto menos a gente espera, menos nos decepcionamos. Isso pode soar pessimista, mas foi a conclusão a que eu cheguei por mim mesma, a partir dos acontecimentos da vida.

Hoje eu me sinto mais serena, mais capaz, mais normal, mais apta, tanto quanto qualquer outra pessoa. Aprendi a olhar pra mim como eu sou, sem ficar me imaginando do jeito como eu gostaria de ser.


Estou aos poucos amadurecendo, evoluindo. E a partir do momento que eu deixei de ficar criando muitas expectativas, pouco a pouco, coisas muito boas foram acontecendo na minha vida, e o que eu posso dizer é que neste momento eu estou vivendo um momento de felicidade. Estou contente com a minha vida.


Mas isso não significa que eu não espere ou não queira mais nada. Eu continuo alimentando meus sonhos, continuo viajando para o meu mundinho paralelo (como pisciana que sou...), mas agora eu sei que isso são momentos e que é na realidade, no agora, no hoje é que eu preciso estar e viver pra poder conseguir chegar a alcançar o que eu quero e desejo.

Pra esse ano que tá começando eu só espero continuar me sentindo bem, cotinuar crescendo, expandindo horizontes. Quero estudar mais, me dedicar ao trabalho, ao lazer também!, aos amigos, quero enfim continuar a viver tranquila e serenamente.

Quero que 2012 seja doce e feliz. Para todos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Sobre ser virtual...


Eu nem sei explicar direito o porquê, mas de uns tempos pra cá minha relação com o computador se tornou distante, esporádica... Eu que por muito tempo passei tardes inteiras coladas à tela com os dedos mastigando as teclas em programas de conversas à distância e olhando fotos e descobrindo fatos das vidas alheias, não me sinto mais com vontade de participar dessas redes sociais virtuais. Já me perguntei muito sobre isso, já tentei me fazer entender que hoje em dia é isso que tem permitido as pessoas se manterem em contato, já que parece que o tempo tem passado mais depressa do que antes... já que parece que tá difícil demais das pessoas se encontrarem em carne e osso.

Mas o fato é que eu já não tenho tido mais paciência para participar da vida virtual, essa vida tão pulsante que acontece sem parar e que a cada segundo me atualiza sobre milhões de novas informações, atualizações, acontecimentos. Eu me sinto completamente afogada em tanta informação. E é isso mesmo, às vezes me sinto sufocada. Me sinto meio que na obrigação de estar ali também, atualizando todo mundo sobre tudo o que passa pela minha cabeça, tudo que acontece ao meu redor, sobre tudo o que eu faço... Mas eu não tenho vontade de fazer isso.

Eu tenho dois blogs, e faço parte de duas redes sociais. Porém há meses não atualizo aqueles e pouco participo destas. Depois de conversar com a minha terapeuta, cheguei à uma conclusão muito simples: estou ficando chata pra caramba. Afinal, por que tentar evitar algo que já há tanto tempo faz parte da vida de "todo mundo"? Não sei bem, mas tem a ver com uma sensação de que tudo é muito vazio, sem significado, sem finalidade... Eu não gosto da distância, e detesto a falsa sensação de proximidade que a internet proporciona, simplesmente porque é uma falsa sensação. Eu gosto é de estar perto, de ver a expressão, de escutar as vozes, de apertar as mãos, de compartilhar uma mesa, ou um banco.

Eu queria não ter que depender das redes sociais para manter contato com as pessoas que gosto. E o fato de eu andar isolada das pessoas, sem quase estar saindo de casa a não ser para trabalhar e estudar, faz crescer essa minha "birra" pela "internet social" (porque uso a internet frequentemente pra acessar email, buscar informações, notícias etc.). Eu tento recusar que estar em contato virtual é melhor do que não estar em contato, mas não estou mais conseguindo.

Talvez eu precise aceitar que as redes sociais, apesar de seus pesares, é sim uma forma de estarmos por perto. O que não me agrada é a frieza que isso me transmite. Mas eu preciso aceitar que estou vivendo numa época assim, de relações virtuais, de proximidades relativas. Afinal, apesar de todos os pesares, a internet e suas redes sociais podem ser um começo para retomar contatos, ou mantê-los.

Ok, internet, aqui me tens, pero no mucho.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Logo-homenagem do Google - Freddie Mercury


Faz um tempinho que comecei a colecionar os logos do Google, que sempre homenageiam pessoas ou eventos marcantes. O de hoje é em homenagem ao 65º aniversário de Freddie Mercury e tem até um clipezinho da música "Don't stop me now" que vale muito a pena ser visto (se vc gosta, claro!)

Abrindo o link abaixo, é só clicar no botão "play"

http://www.google.com.br/webhp?hl=pt-BR

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Boa noite, Solidão

Vai entrando, solidão. A casa é tua.
Nesta hora em que a cidade se amortalha.
Não há ruído aqui, nem lá na rua;
Ninguém nos ouve, nem nos atrapalha.

Empresta-me ouvidos de silêncio.
Teus olhos cegos e teu canto mudo;
Me empresta este vazio, enquanto penso.
Pra que eu, pensando em nada, esqueça tudo.

Quero em teu colo, acomodar-me quieto.
Deixar passar o tempo em abandono;
Ficar horas a fio olhando o teto,
Até sentir cansaço e vir o sono.

Saudade pode vir bater à porta...
Tristeza? É quase certo que ela vem.
Deixa que entrem...Tanto faz e pouco importa;
A casa é grande e o coração também...

Se por acaso eu sorrir sozinho,
Disfarça, solidão; sejas discreta,
Pode ser a lembrança de um carinho
A visitar-me nesta hora quieta.

Se, se repente, eu chorar baixinho,
Também não faças caso, solidão.
É só a cicatriz de algum espinho,
Que um dia me arranhou o coração.

Amores vem e vão. Como os amigos;
Nem bem um chega, outro desaparece.
Só minha solidão fica comigo;
Não muda, não se vai, não envelhece.

Por isso, quando chegas não reclamo;
Abro-te a porta e te recebo bem,
Talvez devesse até dizer que te amo,
Pois tu és sempre o amor de quem não tem.

...Por fim, quando vai alta madrugada,
Rezo um "Pai-Nosso" e um Sinal da Cruz,
"Boa-Noite, Solidão"...Não ouço nada...
"Boa-Noite, Solidão"...E apago a luz...

Composição: Odilon Ramos


Isto diz tudo o que eu gostaria de escrever agora.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Rise




Rise - Eddie Vedder
Such is the way of the world
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow

Gonna rise up
Bringing back holes and dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold

Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold

Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my haste in the road

Rise (Tradução)
Tais são os caminhos do mundo
Você nunca sabe
Onde colocar sua fé
E como ela vai crescer

Vou me erguer
Trazer de volta buracos e memórias ocultas
Vou me erguer
Transformar enganos em ouro

Tal é a passagem do tempo
Rápida demais para conter
E de repente engolida por sinais
Abaixe-se e observe

Vou me erguer
Encontrar minha direção magneticamente
Vou me erguer
Jogar minha pressa na estrada

(Letra e tradução copiadas do site Terra. Pode conter erros, mas o sentido e o sentimento da música estão intactos)

domingo, 24 de julho de 2011

Amargo

Começa uma madrugada de um fim de semana frio e cinzento. Eu estou diante deste computador precisando terminar algo que me propus fazer e que não consigo terminar (sequer começar direito). Ao mesmo tempo que sei que preciso terminar isso pra ficar tranquila, não consigo organizar os pensamentos, que se deixam misturar pela ansiedade, pela pressa, pela tensão, pelo término do prazo, pela infinidade de possibilidades. E tudo isso vai se misturando a outras coisas que não têm relação direta com o que eu tenho que fazer nesse momento e o pensamento vai se dirigindo até uma outra dimensão, distante, irreal, onde acontecem as situações que gostaria que estivessem acontecendo agora, mas que não estão ocorrendo. Preciso voltar para a mesa, para o que tenho a fazer.
Talvez seja melhor ir tomar um café.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um dia, um adeus


Um belo dia se despedir e ir embora parece ser o fim mais provável em tudo que se faz, de tudo que se participa... Essa é a parte mais difícil. Isso pra mim é complicado demais. Me despedir e sair é sempre muito dolorido. Nesse exato momento não estou especificamente me despedindo de nada, mas sei que em algum momento futuro, próximo ou nem tanto, isso fatalmente vai acontecer. E é sempre doloroso, ir embora, deixar para tras relações que se foram construindo pouco a pouco, costumes pelos ares, pelos cantos do lugar, mas principalmente pelas pessoas que não veremos mais. E há sempre a promessa de que "nos falaremos, manteremos contato". Mas sabemos que não vai ser assim, quase nunca é assim, não por nada pessoal, mas porque a vida vai tomando outros rumos mesmo, e se despedir faz parte... passamos tempos com determinadas pessoas, em determinados lugares, e esse tempo pode ser rico, pode ser muito bom, mas ele acaba... E não é culpa de ninguém, simplesmente houve por um tempo um agrupamento de pessoas que se separam para encontrar outras em outros cantos, outros lugares em outros momentos. Mas para mim é sempre muito difícil...

fonte da imagem

sexta-feira, 10 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Pensando sobre a Escola

Tô cheia de planos na cabeça pra trabalhar com os alunos. Faz tempo que os tenho na cabeça... mas quando me deparo com eles tudo some, desvanece. O problema são eles? Não! Não pode ser possível.


Cheguei a conclusão de que eu, assim como os alunos, estou cheia da escola. Não da escola onde estou, mas da instituição escolar como ela funciona hoje e há séculos. Ela foi criada com um objetivo que já não é mais o mesmo hoje. Se um dia a escola foi tida como responsável por perpetuar os conhecimentos adquiridos pela inteligência humana ao longo dos tempos, hoje esse não é mais seu papel, ao menos não principal. As informações e até os conhecimentos (porque estes não?) estão disponíveis em milhões de outros lugares que não a escola, acessíveis para quem as quiser.

Educação moral já não é mais matéria escolar, embora faça parte dos temas transversais ou do currículo invisível... porém isso não é o objetivo específico. Qual é a função da escola? O que a escola quer? O que foi visto no curso de formação promovido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo é que a proposta agora é ensinar competências. Sim, uma proposta interessante, bonita, até. Mas como é que se pode implementar uma mudança tão fantástica se a estrutura física permanece sendo a mesma de um século atrás?

Como vou ensinar competências numa sala quadrada onde há no mínimo trinta e cinco alunos totalmente diversos matriculados, alunos estes com ritmos de aprendizagem diferentes, conhecimentos prévios diferentes, bagagem cultural dieferente e tudo isso em intervalos de 45 a 50 minutos por três vezes semanais?

Fica difícil.

Se minimamente houvesse uma mudança estrutural na escola - tô falando mesmo de mudança arquitetônica! - tenho certeza de que as coisas seriam diferentes. O problema é que toda a rede pública está abrigada num conjunto de milhares de construções do século passado, cujo processo de construção levou muitos anos e seria um desperdício de dinheiro público destruir tudo para reconstruir com uma configuração mais moderna em nome de uma mudança na qual nem todos apostam...

Bom, penso nisso o tempo todo e nessas acabo não fazendo nada de concreto por uma mudança real, porque me vejo dentro da sala de aula tão presa quanto os alunos.